Texto: Henrique Santos | Assim como os recepcionistas dos supermercados já não te esperam mais para entregar o cartão do estacionamento, muitas profissões estão ou serão extintas com o advento tecnológico. O mercado de trabalho brasileiro está caminhando para um tipo de profissional que não fica doente, não exige o décimo terceiro e, sobretudo, trabalha de forma interrupta: os robôs. O modo como à tecnologia substituiu agressivamente o homem em diversas tarefas é assustador e, talvez, te faça refletir sobre alguns dos sucessos da indústria cinematográfica sobre um planeta dominado pelas máquinas. Mas, enquanto não precisamos nos preocupar com androides perigosos andando nas ruas, vamos às mudanças mercadológicas com a seguinte pergunta: Serei substituído por um robô no meu trabalho?

O Grupo Acontece de Jornais e Revistas tirou suas dúvidas com o engenheiro civil e Diretor Geral do Centro Europeu Ronaldo Cavalheri, responsável pela primeira escola de economia criativa do Brasil e Business Development Manager of Microsoft Innovation Center Curitiba. De acordo com o seu artigo, estamos apenas no início do que, de certa forma, pode ser considerado uma revolução digital.

“Uma coisa é certa, nos próximos anos teremos muitas e rápidas mudanças. Segundo uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em torno de 57% das vagas de emprego estão suscetíveis à robotização e automação. Mais da metade das funções hoje exercidas pelo homem podem ser substituídas por máquinas”, explica Cavalheri, sobre as perspectivas dessa tendência.

Alguns descontam a raiva desta onda digital com um pontapé no computador e desistem de se atualizar, outros de uma geração mais analógica correm atrás das transformações globais. De olho nas vagas abertas para profissionais mais moldáveis e que não se limitam a serem especialistas em uma única área de formação, a dica é abrir os olhos para ser multitarefa. Já que, inevitavelmente, a evolução é um caminho sem volta.

Diretor Geral do Centro Europeu Ronaldo Cavalheri.

“O avanço da tecnologia é inevitável, a robotização em massa será uma realidade, as pessoas devem assumir o que de fato é da sua natureza. Somos dotados de uma grande capacidade de criar e de se reinventar. Pode ser que nem todos acompanhem essa evolução. Naturalmente essa mudança trará perdedores e ganhadores”, ressalta Cavalheri.

Assim, para conseguir essa nova condição, tem de transcender ao exercício profissional puro e simples. Este novo “mercado robótico” exige, além da experiência profissional, uma boa capacitação e aperfeiçoamento técnico. Uma enorme competência emocional e uma visão estratégica que permita o alinhamento entre aquilo que ele faz como profissional com aquilo que ele é como ser humano. Portanto, não deixe de lado o interesse para aprender sobre esse novo panorama tecnológico e busque se renovar.

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