Texto: Eduardo Micheletto | Se você imagina que a crise está perto do fim, não quero te desanimar. Segundo dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 12,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país. Para se ter uma ideia do desespero, os índices chegaram a 12,2, ante 11,8% dos meses anteriores, mostrando um retrocesso ainda maior.

E na hora do aperto, o que fazem os desempregados? Vão procurar emprego, certo? Seria, se as agências de recrutamento e seleção não estivessem fechando suas portas. Muitas delas, as grandes, que possuíam 2 ou 3 unidades na cidade, passaram a centralizar suas atividades em um único escritório, reduzindo custos, outras, simplesmente fecharam as suas portas ou passaram a atender exclusivamente pela internet.

Em uma época em que somos cada vez mais reféns da tecnologia, o pobre trabalhador além do desespero da fila do desemprego, deve atualizar seu famoso “Curriculum Vitae” em sites de recrutamento e torcer para a fonte também seja confiável, pois muitos postam oportunidades antigas, criando falsas expectativas em quem luta de sol a sol, o sustento para seus familiares.

As reformas trabalhistas colocaram em xeque tudo o que foi conquistado durante décadas e essa transição está fazendo com o que o mercado de trabalho se torne ainda mais especulativo, com salários mais baixos e exigências as alturas.

Enquanto isso, os nossos políticos gozam de grandes salários e vivem no luxo as custas do povo, que paga honestamente seus impostos. Como diria Carlos Drummond de Andrade, em um dos seus mais belos poemas “E agora, José?”.

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