Considerado uma das mentes mais inteligentes do século XXI, Hawking faleceu em sua casa na Inglaterra.

Texto: Henrique Santos | O físico britânico, Stephen Hawking, reconhecido no mundo científico por seus estudos acerca da natureza da gravidade e a origem do universo, foi encontrado morto nesta quarta-feira, 14, em sua residência em Cambridge, na Inglaterra. Além de ser um dos ícones mais reconhecidos entre os cientistas, Hawking foi um exemplo de determinação por resistir muitos anos à esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que foi se agravando desde a sua juventude.

Aos 21 anos, iniciou-se o processo gradativo que o fez perder quase todos os movimentos do corpo – com exceção de um dedo e dos olhos. Confinado em uma cadeira de rodas, Hawking continuou sua carreira e, se destacou no final da década de 60, pela teoria da singularidade do espaço-tempo e a lógica dos buracos negros por todo o universo.

A infeliz notícia de sua morte foi feito por sua família via imprensa inglesa. Em um comunicado, seus filhos Robert, Tim e Lucy reforçaram que estavam “profundamente tristes pela morte do pai”, e aproveitaram para destacar que ele “era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos”. Sem revelar qual a causa por trás do falecimento.

Quase todos os veículos de comunicação do mundo anunciaram esta perca que, sem dúvidas, deixará um grande vazio para a comunidade científica. Em 2014, Stephen Hawking chegou a ganhar uma homenagem no filme “A teoria de tudo”, cujo enredo conta a história da vida do físico. O longa-metragem foi avaliado com boas críticas e, inclusive, rendeu um Oscar de melhor ator para Eddie Redmayner, seu intérprete nos cinemas.

Muito bem humorado, o homem que, por vezes, se destacou pelo intelecto avassalador, também mostrou o melhor de seu lado descontraído. Aproveitando as mais inusitadas oportunidades para brincar e, ao mesmo tempo, ensinar. “Não estava procurando por elas [as partículas]. Apenas tropecei sobre elas”, contou Hawking numa entrevista de 1978 ao “The New York Times”.

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu no mesmo dia do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879). Amigos e colegas da Universidade de Cambridge prestaram uma homenagem produzindo um vídeo sobre a trajetória de Stephen Hawking – referindo-se a ele como o “professor Hawking”, como era mencionado no mundo da ciência – e um texto em cujo penúltimo parágrafo se resume uma palestra do professor em seu 75º aniversário: “Foi um momento glorioso estar vivo e pesquisar sobre física teórica. Nossa imagem do Universo mudou muito nos últimos 50 anos, e estou feliz de ter feito uma pequena contribuição”.

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