Ex-presidente do STF era um dos nomes cotados à disputa pelo Palácio do Planalto; Nos últimos levantamentos do Datafolha, ele variava entre a terceira e a quarta posição nos intenções de voto

Texto: Henrique Santos | “Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”, escreveu Joaquim Barbosa em sua conta oficial no Twitter, na manhã desta terça-feira, 8, após meses se resguardando sobre uma possível candidatura pelo Palácio do Planalto. Filiado ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), o ex-presidente do STF oscilava entre 9% a 10% das intenções de voto, segundo o último balanço divulgado pelo Datafolha.

Conhecido pelo seu papel de destaque no julgamento do mensalão, em 2012, num cenário sem o principal expoente da esquerda (Lula), Barbosa aparecia como uma alternativa viável que dividia o eleitorado do petista com Ciro Gomes, diante de um vai e vem no espectro ideológico da esquerda. O anúncio de não concorrer ao Governo Federal, acontece em menos de um mês após os seus encontros com lideranças do PSB.

Nos bastidores, Barbosa observava o seu nome entre as primeiras posições com entusiasmo, porém, ao ser questionado sobre o resultado das pesquisas em outras ocasiões, o mesmo informava que ainda não estava convencido se deveria aderir oficialmente na disputa.

Em entrevista para a Rádio Bandeirante, o presidente da sigla Carlos Siqueira enfatizou que a decisão de Joaquim Barbosa é uma postura individual. Deixando claro que, a escolha, não ocorreu por obstáculos ou resistência do partido para contar com o nome do ex-presidente do STF nas disputas de 2018. “Infelizmente ele desistiu, mas posso assegurar que não foi por resistências. Desistiu do ponto de vista dele próprio”, afirmou Siqueira.

Repercussão

Ainda no discorrer desta manhã, outros presidenciáveis, que fazem parte da corrida pelo alto cargo no poder executivo, também se manifestaram com a desistência. O pré-candidato à Presidência do PSDB, Geraldo Alckmin, classificou a decisão de Barbosa como “uma perda”. “Nós precisamos de novas lideranças, de maior participação. [Barbosa] É um homem preparado, com serviço prestado ao Brasil. Mas é uma decisão dele, nem sei se é definitiva. Mas, se não for desta forma, prestará serviço ao Brasil de outra maneira. Tenho total respeito”, declarou o tucano em evento com prefeitos em Niterói (RJ).

No mesmo encontro, a pré-candidata Marina Silva (Rede) também lamentou a decisão do ex-ministro. “Sempre tive respeito pelo processo de discernimento e pelo debate interno que o PSB está fazendo. Essa é a democracia. As pessoas escolhem, e essa é a melhor forma de contribuir” afirmou.

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