Ocorrências como quedas e ingestão de corpo estranho também levam os animais ao atendimento emergencial

Os hospitais localizados na zona leste e na zona norte da cidade de São Paulo, recebem em média mais de 100 emergências por mês e 50% delas são causadas por atropelamentos de cães e gatos, seguidos de queda (30%) e ingestão de corpo estranho (20%).

Segundo o médico veterinário e diretor geral do grupo, Luiz Cesar Di Carlo Moretti, esse tipo de acidente, no qual pode causar todo tipo de lesão e fratura – Campanha contra o câncer da boca em animais domésticos -, acomete muitos pets que fogem por curiosidade, medo ou até mesmo quando o portão de casa é aberto. “Mesmo que o tutor acredite que o animal aparentemente esteja bem, é importante procurar o médico veterinário o mais rápido possível, para que se inicie o pronto atendimento, já que dependendo da intensidade do acidente podem ocorrer danos em órgãos internos”, alerta.

As quedas de janela, laje, sacada, sofá, escada e de outros lugares também levam os animais ao atendimento emergencial, sejam elas simples ou de alturas muito grandes, causando lesões, fraturas e traumas graves.  “Após a queda, levar o animal até o hospital veterinário é fundamental, até porque o acidente pode gerar consequências que vão desde lesões em órgãos internos até fraturas múltiplas.”, esclarece Luiz.

Para os casos de emergências, o médico veterinário adianta que dependendo da condição clínica do pet, os especialistas solicitarão exames de imagens, e conforme a suspeita pode ser necessários exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética, além de sangue como hemograma, entre outros. “Em alguns casos, após o diagnóstico, é necessário entrar com procedimento cirúrgico.”, conta o médico veterinário.

A ingestão de corpos estranhos – objetos ingeridos por um animal que não podem ser digeridos – como linha, agulha, metais, plásticos, panos, ossos, madeiras, palitos, brinquedos, tecidos, caroços de frutas, entre outros também é muito comum na vida de cães e gatos e representa 20% dos casos de emergências. Conforme o especialista, esses elementos podem provocar graves transtornos digestivos e lesionar a região gastrointestinal do pet. Devido a isso, a remoção deve ser imediata, pois quanto mais tempo permanecer no local, aumenta as chances de complicações.

Luiz alerta que os animais que ingeriram algum corpo estranho podem apresentar perda repentina de apetite e apatia, vômitos, salivação excessiva e movimentos anormais do intestino como cólicas, gazes excessivos, aspecto diferente das fezes ou presença de fragmentos de corpo estranho nas fezes ou no vômito.

O médico veterinário finaliza ressaltando que em todas as situações de emergências é de extrema importância levar o animal de estimação a um especialista para que avalie o quadro clínico e realize o procedimento necessário o quanto antes, trazendo mais qualidade de vida ao pet.

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