Texto: Henrique Santos | A volta do príncipe asgardiano encerra os filmes de Super-heróis da Marvel em 2017 com takes humorísticos. Aliás, roteiros enaltecendo a veia cômica têm sido uma das estratégias depois de Guardiões das Galáxias que, não tenha dúvida, possui personagens mais suscetíveis para brincar com esse artifício típico do diretor Taika Waititi. Mas em Thor: Ragnarok, lançado no dia 2 de novembro, as piadas longas a cada dez minutos podem ter saturado a aventura demasiadamente.

No longa-metragem, Thor (Chris Hemsworth) inicia conversando com o “espectador” disfarçadamente e cinco minutos depois já é possível prever como serão as próximas horas de filme. Sua missão é voltar para Asgard a tempo de deter o Ragnarok, ou melhor, a versão nórdica do apocalipse. A destruição dos deuses só poderá ser impedida se a poderosa Hela (Cate Blanchett) for derrotada. Uma história interessante, mas que, entre os três filmes protagonizados pelo herói, não se credita como o melhor deles.

Alguns elementos são criativos como, por exemplo, o Hulk falando pela primeira vez nessa nova geração de filmes, apesar de continuar sendo os músculos do grupo. Contudo, muitas coisas ainda permanecem previsíveis, e a fórmula permanece superficial no modo como as personagens são exploradas.  Não que se deve esperar uma discussão filosófica num filme desses, mas como o próprio deus do raio brinca com Loki e lhe diz que suas artimanhas estão se tornando repetidas – Critica: Logan -.

De fato, sem a obrigatoriedade de esmiuçar os questionamentos internos, o filme é mais um entretenimento massivo. Thor: a personificação de um campeão que os homens anseiam se tornar. Helga: a vilã que alguma hora vai sofrer a reviravolta para os mocinhos e deveria ter mais espaço. Hulk: o tanque acrescentado no filme para vender ainda mais ingressos. Talvez, faltou um pouco de tempero nessa receita. Não que esta seja ruim. Após “Guardiões das Galáxias 2”, “Homem Aranha: De volta ao Lar” e, recentemente, “Thor:Ragnarok”, tudo indica que os próximos passos para os  heróis dos quadrinhos é vender um humor juvenil.

Marvel Studios’ THOR: RAGNAROK..Valkyrie (Tessa Thompson)..Ph: Film Frame..©Marvel Studios 2017

Por fim, a trilha sonora é envolvente dado o modo como foi capaz de estimular o público na sala do cinema. A sensação das câmeras lentas em uma perseguição, combate e etc, era seguida por um rock emocionante de background. Além do ponto positivo dos produtores repeitarem as histórias originais da maneira razoável e também dar espaço para os elementos do ambiente cinematográfico.

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