É mais fácil pensar nas vantagens que a internet proporciona do que nas desvantagens. Possivelmente, você faz parte de uma geração em que qualquer pessoa pode produzir, veicular e compartilhar conteúdos de maneira rápida e democrática.  As redes sociais estão cheias de textos opinativos, fotos, vídeos e áudios sobre fatos do mundo todo. Mas, como tudo na vida, nem tudo que se vê são flores na internet. Principalmente, porque essa avalanche de conteúdos alimentou um problema que ficou mais evidente nessa última década: fake news – Startup brasileira atua com medicina personalizada para o autismo -.

Muitos usuários aproveitaram essa mudança de comportamento da sociedade pelo consumo de informação.  É como se o mundo estivesse na ponta dos seus dedos, e, por isso, não dependemos mais dos veículos de comunicação convencionais para se informar. Resultando nos blogs, portais de notícias e nas páginas, como o Facebook.  O problema para o jornalismo e, sobretudo, para a população são os indivíduos que criam falsas informações para influenciar a opinião pública. Notícias disseminadas em questão de alguns segundos e que, infelizmente, são abraçadas por uma grande parte de nós.

Um dos casos, que mais chamou a atenção, ocorreu durante a corrida presidencial americana no ano passado. O boato inventado, naquela ocasião, dizia que o Papa Bento XVI estaria apoiando o candidato republicano, Donald Trump, para presidente. Bastou isso para que os críticos a candidatura do empresário manifestassem antipatia contra o líder mundial da igreja católico, enquanto Trump poderia granjear a parcela dos devotos.

Assim que todos jogaram as suas pedras, a informação foi desmentida, e o que nos sobrou de lição? Um exemplo de como a ausência de senso crítico faz com que todo e qualquer dado na internet seja abraçado com muita facilidade nos dias atuais. O fato de pessoas com laços intimamente ligados a você, como família, amigos, colegas do trabalho e até figuras públicas compartilharem essas mentiras, corrobora ainda mais para que o fake news passe sem que você perceba a distorção dos fatos. E acredite ou não, todos podem cair nessa “armadilha” – Sabor de Pizza organiza evento para as crianças da Vila União -.

Recentemente, o jornalista esportivo Chico Lang foi a vitima da vez num dos assuntos em que ele mais domina profissionalmente. Lang compartilhou na sua conta do Twitter uma fictícia conversa de um jogador de futebol que, lamentavelmente, era mentira.  Mais de 55 mil pessoas o seguem e, mesmo depois de excluir o print, muitos seguidores tiveram tempo para compartilhar.

Aliás, além das pessoas que utilizam a internet de maneira irresponsável, o novo modelo do jornalismo, no qual as redes sociais transformam seus usuários em propagadores de informação, nem sempre tomam a cautela para analisar a veracidade dos fatos – Parque Ecológico do Tietê amanhece de portas fechadas -.

Portanto, tenha mais cautela com os títulos exagerados, investigue as fontes da matéria e analise as fotos e a data em que a notícia foi publicada. Tudo isso faz parte para barrar a divulgação das notícias falsas em sua rede e evitar que esse aborrecimento cresça ainda mais.

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