Texto: Henrique Santos | Durante a entrevista dada ao “Jornal da Manhã” pela Rádio Jovem Pan, nesta quinta-feira, 12, o ex-prefeito e agora candidato ao Governo de São Paulo, João Dória (PSDB), não deixou de manifestar a sua profunda divergência com um de seus rivais na corrida pelo alto posto no Palácio dos Bandeirantes. Respondendo as duras críticas feitas anteriormente a ele, Dória salientou durante as suas respostas dadas aos jornalistas que “Márcio França fez política o ano inteiro” e disparou que o atual governador do estado não tem feitos para se orgulhar durante os últimos três anos de sua vida política.

“(…) me deem três fatos do vice-governador Márcio França em três anos e quatro meses! Porque ele não foi só vice-governador do Estado. Ele foi também secretário de Ciência e Tecnologia. Me deem três realizações do Márcio França em três anos e quatro meses. Me diga o que fez o vice-governador e secretário de Ciência e Tecnologia. (…) falei três, porque uma por ano seria razoável. Não fez nada! Fez política o tempo inteiro e usou o Palácio dos Bandeirantes para fazer política partidária” , enfatizou o tucano.

A postura de alfinetar França (PSB) poderá ser mais comum e até se elevar com a aproximação das eleições. Mas, além das disputas eleitorais, o imbróglio parece mais instigado com as declarações do pré-candidato à sucessão estadual numa cerimônia com outros 100 prefeitos e empresários, onde França afirmou que Dória “não tem palavra”.

“(…) ele [Márcio França] usa o dinheiro público para fazer política partidária e interesse eleitoral. É o que ele faz 24h por dia. Utiliza automóvel, utiliza helicóptero, utiliza estrutura, secretária, segurança, valores que são aplicados em almoços, cafezinhos e tudo com o dinheiro público”, disse Dória.

No entanto, o psdbista esta ciente que seu pupilo, Bruno Covas – que assumiu recentemente o seu cargo na frente da capital paulista – mantém laços com o seu rival. Quanto a isso, Dória optou por alegações mais passivas, a fim de blindar o herdeiro no início de sua gestão. Para ele, a aproximação tem um caráter profissional e que “como prefeito de São Paulo ele precisa defender a cidade e ter uma aproximação institucional com o Governo do Estado”.

Além da transmissão pela rádio, o programa foi ao ar na página oficial do tucano. Estando à disposição para quem quiser acompanhar na integra os conteúdos debatidos ao longo da entrevista.

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