Em reunião organizada pelo Grupo Acontece de Jornais e Revistas, o pré-candidato ao governo de SP,  pelo PSDB, falou sobre as suas propostas para uma possível candidatura ao governo de São Paulo

Mais uma vez o Grupo Acontece de Jornais e Revista saiu na frente ao receber em sua redação o pré candidato ao governo de São Paulo Felipe d’Ávila. O jovem Cientista Político já impressionou pela forma descontraída como chegou à nossa redação para fazer uma foto. Depois de conhecer a sede do jornal, d’Ávila fez questão de caminhar a pé por uns 200 metros até o Salão Espaço Curuçá, onde seria feito o encontro com as lideranças. D’Ávila estava  acompanhado apenas por assessor pessoal, sem seguranças, secretárias, etc. Já no local, d’Ávila ficou à vontade conversando informalmente com os convidados até começar o evento.

Coube ao jornalista Divaldo Rosa, diretor executivo do Grupo Acontece, abrir mais um Programa Roda Viva do Grupo Acontece, convidando Felipe d’Ávila para se assentar à mesa. Após uma breve apresentação Divaldo Rosa passou a palavra ao convidado de honra e Felipe d’Ávila falou da sua trajetória, suas idéias para melhorar a vida dos moradores do nosso estado. Além de apresentar suas propostas e ressaltar a importância de honrar os cargos públicos, o Diretor-Presidente do Centro de Liderança Pública aproveitou a oportunidade para defender a tese que os eleitores estão cada dia mais exigentes e não querem  apenas o novo, mas sobretudo alguém para dirigir o nosso estado e que pense diferente.

Ainda sem nome definido para a próxima eleição, pois somente agora o PSDB definiu que haverá prévias internas que acontecerá nos dias 18/03 (primeiro turno)  e 25/03 (segundo turno), Felipe d’Avila, se orgulha de ser esta nova opção no cenário político de São Paulo. Formado em ciências políticas pela Universidade Harvard Kennedy School, d’Avila aparece com uma visão mais empreendedora de lidar com o mercado e, na coletiva promovida pelo Grupo Acontece de Jornais e Revistas, na última quinta-feira, 28, afirmou que investirá seus esforços em novas tecnologias e principalmente  na educação.

Veja as perguntas feitas a ele e as respostas do candidato:

Adriano dos Santos (OAB):O PSDB vem administrando o nosso estado a 24 anos. Gostaria de saber quais são as suas propostas para a segurança pública e qual a sua opinião sobre os candidatos que assumem um compromisso em um mandato, mas saem para concorrer a outros cargos quebrando o voto de confiança?

Felipe d’Avila: A questão da segurança é fundamental e precisamos pensar quais são os nossos legados, o que temos de bom e o que precisamos melhorar. Uma coisa que o estado de São Paulo fez de bom foi à redução do número de homicídios e, diante dos outros estados do Brasil, somos um dos melhores. O crime contra a vida melhorou muito, mas, em contrapartida, aumentaram os roubos e furtos. A meu ver, a questão número um para resolver isto é a unificação da inteligência da Polícia Civil e Polícia Militar. Nós não conseguimos combater o crime sem inteligência, porque cada tipo de crime exige uma estratégia diferente e em todo lugar do mundo, onde houve uma redução expressiva de crime, tinha a unificação de inteligência da polícia.

O interessante é que, durante a Copa do Mundo, nós fizemos isso, como a Central de Unificação da Polícia Militar(…) A minha intenção é que haja uma troca de dados maior na segurança pública. E, por último, me posiciono como crítico diante daqueles que não cumprem com a sua palavra. [Não ficar no cargo] só ajuda a denegrir a imagem da política. Portanto, eu vejo que o Prefeito João Dória deveria cumprir sim o seu mandato, o seu compromisso como paulistano e cuidar desta tradição de princípios.

Toninho (Jornal de São Miguel): Quais são os seus projetos futuros para São Paulo se for eleito governador, sobretudo, para São Miguel Paulista e a zona leste?

Felipe d’Avila:Eu sempre venho falando que o desenvolvimento regional depende da gente entender a nossa vocação local. Estamos em uma região, onde há muitos comércios e universidades. Podemos aproveitar este potencial para crescer nessas atividades, ou seja, não há o que inventar e trazer uma coisa que não tem nada a ver com a nossa vocação, porque isso cria algo artificial e que prejudica o desenvolvimento. Acho que hoje os comércios são um dos maiores geradores de emprego e apoio a ideia de, cada vez mais, a mão de obra ser treinada e preparada para os grandes comércios. (…) Vejo que temos que investir na vocação econômica da cidade. Exploraremos o que há de bom em todas as regiões. Vamos aproveitar a força das universidades, comércios e indústria para o desenvolvimento de todos os bairros.

Cida Magalhães (PSDB): Você falou bastante sobre a educação como um pilar para tudo. Quero saber qual a sua opinião sobre a nova base curricular que esta sendo implantada e, se você for eleito, se você pretende trazer isto para o estado de São Paulo? Haverá uma maior especialização dos professores?

Felipe d’Avila: A mudança na educação curricular foi muito boa, porque dará mais flexibilidade no currículo, especialmente, do ensino médio. Somos o único país do mundo, onde massacramos os nossos jovens na hora de prestar o vestibular. A flexibilização fará com que o aluno trilhe pelo caminho que tem a ver com as suas vontades e vocação. Sem gastar tempo com um conteúdo que ele jamais vai utilizar. Obviamente, isto também tende a aplicar uma pressão maior nos professores, pois, estes deverão estar mais preparados para este formato de ensino. Por isso, repito o quanto é importante a qualificação dos professores.

Fernando José Velucci (Diretor da Associação Comercial): Se você for o cara escolhido pelo PSDB, quero saber se você dará continuidade nos mesmos moldes do Geraldo Alckmin?

Felipe d’Avila: Com certeza vamos continuar tudo de bom que esta sendo feito neste governo. São Paulo fez a lição de casa é uma das grandes virtudes do governador Geraldo Alckmin. Nos indicadores, São Paulo é primeiro lugar em tudo, seja saúde, educação, segurança, infraestrutura e etc. Então, temos muitas coisas para celebrar e, portanto, vamos defender e manter este legado. Ao mesmo tempo, vejo como temos que olhar para frente e São Paulo precisa ser mais ousada e não podemos nos acomodar. Agora, precisamos nos espelhar no mundo lá fora e buscar se equiparar aos ótimos índices dos países desenvolvidos (…).

Juliana Lourenço (Empresária): Considero a cultura uma parte muito importante e gostaria de perguntar se você tem alguma proposta neste sentido?

Felipe d’Avila: Primeiro, acho que a educação, cultura e o esporte precisam ser muito bem tratados desde o início nas escolas. Quando eu era criança, lembro-me de uma competição dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s) e todas as escolas competiam e isso motivava o público mais jovem. Além do festival de música em várias escolas. Notei desde cedo, o quanto é fundamental trazer essas iniciativas de volta. A arte, cultura, música, esporte são imprescindíveis. Não só pela diversão, mas também por ensinar valores positivos (…). Por que não incentivamos empreendedorismo também? Certa vez, desenvolvi o projeto BrasilLab em que diversos problemas eram apresentados pelos gestores públicos e os jovens deveriam desenvolver uma solução tecnológica. Certamente, modelos como estes serão reintegrados a vida acadêmica.

Henrique Santos (jornalista): Uma parte da bancada do PSDB emitiu um documento declarando apoio ao Prefeito João Dória, caso ele se candidate a governador, além de reforçar que o senhor deveria desistir da disputa. O que pensa sobre isto?

Felipe d’Avila: Bom, no dia 27, tentaram fazer um movimento de que toda a bancada de São Paulo do PSDB estaria apoiando o Dória. Na realidade, nossa representatividade na ALESP é de vinte deputados, compareceram onze e apenas sete votaram. É uma grande vergonha tentar algo assim, para não dizer inacreditável.  Agindo de maneira ética, corrigimos esta informação em todos os jornais e, infelizmente, alguns ainda defendiam a não realização das prévias. O que afronta a democracia e é um absurdo, porque não há momento mais importante que as prévias, dentro de um partido político. Por meio delas, o candidato ao governo de São Paulo não será escolhido pela cúpula, mas, sim, pela base do partido que são os seus militantes. E, se a política não valorizar a voz dos militantes, continuaremos fazendo uma política velha e o eleitor nos punirá nas urnas. Portanto, temos que valorizar a opinião do eleitor e escutar os militantes para reconectar ainda mais o partido e a sociedade. Aliás, me orgulho muito de ser o candidato da militância e não da cúpula do partido.

 

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