O verão parece ser a época perfeita para visitar a praia. Geralmente estamos de férias de nossas atividades, queremos nos refrescar das altas temperaturas e, ainda mais, porque o litoral é o refugio para dar um tempo longe dos sons das buzinas dos carros. E na euforia de aproveitar o vai e vem das ondas, deixamos passar alguns cuidados importantes, que podem separar uma boa visita de uma ruim.  O número de banhistas, que sofreram algum tipo de acidente envolvendo animais marítimos, aumentou exponencialmente nos últimos anos.  Acredite ou não, os maiores “inimigos” dos homens não são os grandes tubarões com seus dentes afiados, mas, sim, as águas-vivas.

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Só nesse ano, mais de onze mil pessoas já sofreram com o envenenamento desse animal que, nas áreas praianas brasileiras não são letais, mas podem ocasionar dores intensas. Estados como Santa Catarina e Paraná costumam receber cerca de 15 milhões de turistas entre os meses de janeiro e fevereiro. O que deixa a população ainda mais suscetível aos visitantes de corpo gelatinoso.

“O período do veraneio é um gatilho para acidentes por águas-vivas e caravelas. A questão é que realmente algumas espécies aumentam o número em épocas quentes, mas este não é a razão maior do problema. O que acontece é que um número absurdo de banhistas adentram as águas e mesmo animais, que não tem o número aumentado nesta época, causam acidentes”, explica Vidal Haddad Junior, Professor Adjunto do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Em São Paulo, um cenário parecido acontece na Praia Grande, Mongaguá, Guarujá, Santos e São Vicente. Felizmente, em proporções menores que, ainda sim, devem ser tratadas com a mesma atenção destina ao Sul do país. Só nas duas primeiras localidades, já houve temporadas como, por exemplo, em 2008, que mais de 900 ocorrências de queimaduras por caravela foram registras nas regiões. O pior é que, por se tratar de casos atípicos, as vitimas desconhecem os procedimentos para evitar o agravamento dos quadros.

Resultado de imagem para água viva caravela acidente“São envenenamentos que a dor se manifesta em queimação. As medidas indicadas no Brasil são a aplicação de compressas de água do mar gelada e compressas de vinagre, com boa ação  contra a dor”, alerta Haddad Jr.

Apesar de parecerem monstros, estes espécimes aquáticos não atacam os seres humanos a bel prazer. Longe disso, pois, o que acontece é que as águas-vivas costumam ser deslocadas com o movimento das correntes até os banhistas. Bastando uma fração de segundos para que elas se sintam ameaçadas e busquem as reações naturais para se defender. Se há 10 anos, não se falava nesses seres tão próximos da areia da praia, muito se deve pelas radicais mudanças climáticas, cujo nosso planeta atravessa. Tendo um “pezinho” ou “pezão” do homem em grande parte das alterações.

Assim, um conselho para os banhistas é jamais tocar em qualquer animal que a maré traga para a praia. Especialmente as águas-vivas, caravelas, ouriços-do-mar e pequenos peixes que podem apresentar ferrões venenosos. Estando todos atentos às instruções de profissionais que atuam como salva-vidas, a fim de preservar ainda mais o bem-estar do seu passeio.

Fotos: (Divulgação)

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