Associação João do Grito Judô relembra a importância da prática esportiva em evento com cerca de 110 alunos

A Associação João do Grito Judô era apenas um projeto sem espaço para os treinos no início. Foi preciso derrotar esse problema fora dos tatames, mas com a mesma garra dos atletas ao longo desses anos. No último domingo, 17, cerca de 110 alunos se reuniram para a solenidade da troca de faixa e a festa de encerramento, no bairro do Ermelino Matarazzo, zona lesta da cidade de São Paulo.

O Bonenkai (como é conhecido na tradição japonesa) é um dos momentos mais aguardados no ano para os aspirantes de todas as idades e seus familiares. É uma tradição mantida desde que os idealizadores criaram o grupo para mudar a realidade da população local, sem nenhuma cobrança. No evento, os praticantes exibem o aprendizado do ano todo e evoluem a graduação de acordo com o seu desempenho.

Dirigidas por João Carlos Alves de Souza (popularmente conhecido João do Grito), Giorgio Buoro e Edson Donizzete Bertolli, eles fazem uso da arte marcial como uma ferramenta para contribuir com o bairro. Além de ser uma alternativa de lazer para o bem-estar, os professores reforçam a ideia de que a prática ajuda na formação do caráter, sobretudo, das crianças e dos jovens.

“Por meios da prática do Judô já presencie a recuperação de pessoas do mundo do crime, jovem condenado por práticas criminosas, que através do judô, fez faculdade por meio de bolsa atleta e, hoje, está se tornando um grande professor. Outros se tornaram educadores físicos, fisioterapeutas, veterinário e etc. Isso é muito gratificante para nós, e é o nosso único pagamento”, afirma Souza, um dos senseis responsáveis.

No ano de 2017 a Associação João do Grito completou seu terceiro ano de existência. Sem qualquer incentivo público, ela é mantida pelo auxilio financeiro do Grupo Atlanta Auto Peças e Acessórios, e com o apoio dos pais dos alunos e seus colaboradores. A ação se tornou um dos orgulhos, que estampam a face dos membros. Ainda mais com os campeonatos brasileiros oficiais, que foram disputados, e os campeões nacionais, Paulistas e também de outros Jogos Escolares Paulista e Internacionais.

“A disputa dos campeonatos, mesmo não sendo o foco principal, torna-se muito importante ao processo, pois isso é o que motiva ao jovem, ao adulto e as crianças a darem continuidade aos treinos e não desistirem. Esse ano teve atletas disputando campeonatos internacionais na Croácia, Turquia além dos Jogos Escolares Mundiais na Índia onde se sagrou terceiro colocado num campeonato muito disputado. Mas nada disso é mais importantes do que saber que com os treinos conseguimos tirar das ruas jovens que em potencial poderiam partir para o caminho errado das drogas e criminalidade, nos sentimos muito importantes por fazer isso pela sociedade voluntariamente”, concluiu Souza.

Realizados todas as segundas, quartas e sextas feira no Parque Municipal Dom Paulo Evaristo Arns (Chácara Matarazzo), das 18h às 19h30 (para iniciantes) e das 19h30 às 21h30 (para os mais avançados), o interessados podem comparecer e verificar como os treinos ajudam a manter a disciplina e como esse esporte ajudam a vida de muita gente.

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