Padrasto abusava sexualmente da enteada, enquanto a mãe saia para trabalhar

Um crime bárbaro aconteceu em Guararema uma das mais tranquilas cidades do Vale do Paraíba e do estado de São Paulo, onde a moradora Patrícia Fernandes Nascimento (31 anos), mãe da menor KFPS foi surpreendida com a informação de que sua filha de apenas 12 anos era abusada sistematicamente pelo padrasto, João Paulo Amaral de Assis (27 anos).

O suspeito do estupro João Paulo Amaral de Assis.

A mãe só tomou conhecimento do que estava acontecendo em sua casa, depois de já ter  passado quase dois meses em que os abusos sexuais aconteciam. Nesse período a jovem KFPS suportou calada todo esse drama sem falar para ninguém. Segundo foi relatado no Boletim de Ocorrência 785/2018 da Delegacia de Polícia de Guararema, a vítima que estuda na 7ª. Série na Escola Ivan Brasil contou a uma amiga da escola que vinha sofrendo abusos sexuais do seu padrasto. A amiga ficou indignada e revelou o segredo à sua professora, que por sua vez levou o caso para a diretora.

Mãe denúncia o ex-companheiro nas redes sociais

 

A dirigente acionou imediatamente o Conselho Tutelar que mandou chamar a mãe da adolescente para uma conversa. “Assim que recebi a ligação da escola o meu marido estava ao meu lado e sem eu saber de nada ele já entrou em desespero, colocou as mãos na cabeça dizendo que a KFPS iria acabar com a vida dele e dizer que ele tinha abusado dela, mas que era tudo mentira”, disse a mãe Patrícia Fernandes Nascimento. No Conselho Tutelar a mãe ficou sabendo que a filha era abusada pelo padrasto, que aproveitava a saída dela para o trabalho.

A mãe disse que o marido estava desempregado e ficava em casa olhando as duas filhas KFPS de 12 anos e a outra de 2 anos, filha do casal, enquanto ela ia trabalhar como diarista para ajudar em casa. “Em nenhum momento eu percebi algum comportamento estranho dele (marido), a não ser alguma implicância com a minha filha, que eu pensava ser devido ela ser adolescente”, disse. Patrícia.

A vítima contou que o primeiro abuso ocorreu no começo de julho, quando a mãe saiu para trabalhar e ela ficou em casa com o padrasto. Na ocasião, ele foi até o quarto dela, começou a acariciá-la e obrigando a jovem a deitar-se com ele. Ainda de acordo com a própria vítima, ela tentou de todas as formas livrar-se do padrasto, mas ele a ameaçou com uma faca e também tentou sufocá-la com um travesseiro. Sem ter a quem pedir socorro a menina cedeu às ameaças e o estrupo foi consumado ao lado de sua irmã que dormia.

A mãe, Patricia Fernandes Nascimento com a outra filha do casal de 2 anos.

“Outro dia que a minha mãe foi trabalhar ele veio novamente atrás de mim e eu disse que não queria. No outro dia ele fez a mesma coisa entrou no meu quarto e já pegou uma faca e veio pra cima de mim, como eu não queria ele começou a me bater e depois colocou as mãos no meu pescoço e começou a me sufocar (choro), eu tentava gritar, mas ninguém ouvia, aí ele tirou o travesseiro do meu rosto e pôs a faca no meu pescoço (choro) e disse que iria me matar se eu não fizesse com ele. No outro dia ele mandou eu deitar na cama com ele mas eu falei que não queria e ele me pegou novamente à força, eu não queria mas não conseguia fazer ele parar (choro). Eu não contei pra minha mãe porque ele disse que se eu contasse ele me mataria, mataria minha mãe e minha irmã. Aí eu não contei e, também se eu contasse para a minha vó, ele poderia descobrir e tentar deixar a minha mãe contra mim”, afirmou a vítima em entrevista ao site AconteceAgoraonLine.

O suspeito voltou a praticar outros estupros regularmente por mais de 45 dias, em algumas ocasiões, a irmã mais nova chegou a presenciar os abusos. Sem saber o que fazer a menina não suportou mais as torturas dentro da própria casa e desabafou com a amiga. O padrasto João Paulo tinha o costume de abaixar o som da televisão e desligar as luzes da casa, para enganar os vizinhos com a falsa ideia de que a residência estava vazia. A vítima tentava gritar por socorro, mas imediatamente era silenciada.

Casa da avó em Santa Branca onde a vitima está morando atualmente

O caso foi registrado no DP de Guararema e, dois dias depois da abertura do boletim de ocorrência, a menina foi encaminhada a uma unidade de saúde em Mogi das Cruzes, a fim de realizar o exame cautelar de corpo delito e segundo informações da mãe o resultado foi positivo (a nossa reportagem não conseguiu obter esta informação na delegacia por se tratar de segredo de justiça). Logo depois de receber os resultados, o delegado Denis Miragaia, determinou a prisão imediata do agressor, que a essa altura já estava foragido. O procurado já possui antecedentes criminais por envolvimento com tráfico de drogas e assalto.

Ameaça contra a mãe da vítima

Se não bastasse o drama vivido pela diarista Patrícia Fernandes em razão da tragédia em família, no último dia 13 a mãe da vítima registou outro Boletim de Ocorrência na mesma delegacia, desta vez relatando uma ameaça que chegou ao seu conhecimento através de um áudio pelo whatzapp, segundo o qual a irmã do suspeito de estrupo de vulnerável estaria dizendo no bairro onde mora que não sossegaria enquanto não matar a mãe da vítima, por entender que a mesma estaria acusando injustamente o seu irmão. Diante da gravidade dos fatos o delegado Denis Barbosa Miragaia Cintra determinou o registro da ocorrência.

Nota Oficial da DEMACRO/SEC Mogi das Cruzes/DM Guararema

“Informo que o Inquérito Policial já foi concluído, relatado e encaminhado à Justiça, com representação pela Prisão Preventiva do indiciado, vedada a divulgação de quaisquer outras informações, em razão de Segredo de Justiça, devendo eventual pedido de informações adicionais, ser formulado ao Poder Judiciário”.
Denis Barbosa Miragaia Cintra – Delegado de Polícia

Roberto Figueiredo
Jornalista MTB: 42.840-SP

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