Texto: Henrique Santos | De acordo com o novo edital disponibilizado pela SPTrans (São Paulo Transporte S.A) para a consulta pública, o processo licitatório dos ônibus, que segue em aberto, poderá extinguir ou reduzir alguns dos principais itinerários dos coletivos na Cidade Tiradentes, localizado na zona leste da capital paulista. As medidas buscam diminuir as linhas de sobreposição, ou seja, os trajetos mais semelhantes que são realizados por transportes de numerações diferentes. As mudanças impactarão diretamente não só os moradores do bairro entre os próximos 15 a 20 anos, como também as demais regiões que utilizam os serviços das conduções.

Ainda conforme o documento, o novo sistema trará uma distribuição melhor no transporte público, pois, enxugaria o número de ônibus nas principais vias de São Paulo. Melhorando o fluxo do trânsito e, consequentemente, diminuindo as horas e horas encaradas nas idas e voltas diárias do cidadão. No caso da Cidade Tiradentes, o plano prevê que os veículos de pequeno porte como, por exemplo, a condução 3785-10 (Metrô Itaquera a Cidade Tiradentes com final no Barro Branco), circule somente dentro do bairro. Forçando os usuários a baldeação no Terminal Tiradentes – principal ponto de concentração da única forma dos munícipes se deslocarem para fora desse que é o maior complexo habitacional da América Latina.

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“Acredito que essa mudança radical será ruim, pois, se com três lotações diferentes, que saem de Itaquera, já padecemos com o transporte público, imagina uma só. Pra quem mora no morro, só temos a 87 [3787-10 Cidade Tiradentes a Metrô Itaquera] que passa por ali. Esse plano da SPtrans obriga a todos irem para o Terminal Novo, o que deixará o local ainda mais precário e lotado”, afirma a moradora Carina Oliveira.

A reportagem visitou o Terminal Cidade Tiradentes nos períodos do horário de pico, e de fato constatou que, ainda sem a mudança, o cenário é de longas filas de espera. O que pode aumentar drasticamente com a ideia defendida pela proposta. Porém, os planos seguem em análise e, sem a batida final do martelo, encontros têm sido promovidos nas 32 prefeituras regionais, a fim de engajar a sociedade e incentivar a manifestação de visões diferente sobre o assunto.

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Além das unificações de diversas linhas da rede, consta no novo edital as metas para modernizar os ônibus. Tendo em vista que, algumas frotas, dispõe de veículos sem itens como ar-condicionado, acessibilidade, Wi-fi, tecnologias com menos poluentes e entre outros, conforme prometido pelo Prefeito João Dória até o ano de 2020. Em contato com a assessoria de imprensa e comunicação da SPTrans, a mesma informou que as modificações foram tomadas “com base em estudos técnicos”. E que “a nova rede de transporte foi projetada para tornar o sistema mais racional, eficiente, confortável e confiável aos passageiros, conferindo maior fluidez aos ônibus e menor intervalo entre ônibus”.

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Veja a resposta da SPTrans para o Grupo Acontece de Jornais e Revistas na íntegra:

A SPTrans informa que o edital de licitação para o novo sistema de transporte coletivo está disponível para consulta pública até 3 de fevereiro. A Prefeitura está aberta para receber sugestões sociedade civil, entidades ligadas à mobilidade e passageiros que, eventualmente, tenham sugestões que possam contribuir com o sistema. A participação de todos é de extrema importância para a construção de um modelo de transporte melhor para a cidade.

Os dados sobre a proposta de mudanças de linhas, bem como exemplos das alterações a serem feitas gradativamente ao longo da vigência dos contratos estão disponíveis na apresentação da coletiva de imprensa do edital para consulta pública, que pode ser acessado em http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/edital/ .

A descrição de todas as linhas que irão operar no novo sistema municipal de transporte público coletivo estão anexadas ao edital, que também pode ser acessado no link acima.

Com base em estudos técnicos, a nova rede de transporte foi projetada para tornar o sistema mais racional, eficiente, confortável e confiável aos passageiros, conferindo maior fluidez aos ônibus e menor intervalo entre ônibus.

Vale lembrar que a nova rede prevê um acréscimo de, no máximo, 4% no índice de integrações no sistema e as mudanças serão implantadas de forma gradual, em até três anos após a assinatura dos contratos.

Fotos: (Divulgação)

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