Preocupados com o impacto da greve dos caminhoneiros e a falta de combustível, condutores fazem filas para abastecer e tentam contornar o problema da alta da gasolina

Filas e trânsito. O efeito do quarto dia de greve dos caminhoneiros refletiu diretamente nos postos de gasolina na manhã desta quinta-feira, 24, na zona leste de São Paulo. Preocupados com a possível escassez de gasolina e álcool, veículos atrás de veículos se amontoaram nas bombas para abastecer antes que o estoque chegue ao fim. Por conta disto, muitos estabelecimentos aproveitaram para elevar os preços e os trabalhadores tiveram que enfrentar um trânsito carregado ainda no começo do dia.

Uma das unidades da Shell no Jardim Iguatemi, um bairro que fica a 23 km (quilômetros) do centro da capital, estava completamente lotada. A taxa congelada e o valor do combustível não elevado atraíram diversos motoristas, que não se preocupam em encarar um bom tempo de espera para não pesar no bolso. “Estou aqui desde manhã. Se você acha que está ruim, no começo do dia estava muito pior”, relata a professora Maria Cecília, que aguardava pela sua vez durante a visita da reportagem do Acontece.

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Em outra visita da nossa equipe num posto na Vila Curuçá, também na zona leste de São Paulo, o cenário não era diferente. Mas, neste caso, a gasolina comum já estava sendo comercializada por R$9,89. Mesmo assim, o temor de não saber até quando o combustível vai durar, gerou engarrafamentos e retenção em algumas vias do distrito.

Hoje, rumores de uma paralisação dos ônibus ganharam força, mas, até o momento desta publicação, a única informação oficial passada pela SPTrans é que a frota será reduzida e que a empresa continua trabalhando com as autoridades  do setor de segurança para garantir a continuidade do abastecimento.

Entenda a greve

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A motivação pelos atos de manifestação dos caminhoneiros começou com a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho. Entre as consequências estão a redução nas frotas de ônibus em várias cidades, inclusive, capitais; a disparidade de preços nos postos de combustíveis – valores variam R$ 2,10 a R$ 10 -, mas em alguns estabelecimentos já há falta, além de grandes filas; o desabastecimento em supermercados, principalmente de hortifrutigranjeiros; hospitais suspenderam procedimentos por conta de falta de medicamentos; fábricas de diversos segmentos pararam suas produções; há possibilidade de racionamento de energia em Rondônia e falta de água no RJ. Aeroportos funcionam normalmente.

 

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