Em quase duas décadas, o número de suicídio teve alta de 73%; Maiores taxas foram registradas entre os jovens

Henrique Santos: Cerca de 32 pessoas por dia e a quarta causa mais comum de morte de jovens no Brasil. Mesmo com uma campanha criada desde 2015, a sociedade  – de uma maneira geral – ainda precisa estar atenta com um dos problemas mais preocupantes e difíceis de perceber. Ao longo deste mês,  a iniciativa ‘Setembro Amarelo’ do Centro de Valorização da Vida busca trazer o diálogo, conscientização e a prevenção sobre o suicídio.

Como diferenciar a tristeza da depressão

Estar triste é diferente de estar com depressão, já que a tristeza é um sentimento normal de qualquer pessoa, sendo um estado desconfortável gerado por situações como um desapontamento, lembranças desagradáveis ou o término de um relacionamento, por exemplo, que é passageiro e não precisa de tratamento.

Já a depressão é uma doença que afeta o humor, gerando tristeza profunda, persistente e desproporcional que, muitas vezes, pode chegar aos extremos de uma atitude não pensada.

O suicídio aumentou gradativamente no Brasil entre 2000 e 2016: foi de 6.780 para 11.736, uma alta de 73% nesse período. As maiores taxas de crescimento foram registradas entre jovens e idosos, do acordo com o Ministério da Saúde.

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No mundo, o suicídio acomete mais de 800 mil pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). É a segunda causa de morte no planeta entre jovens de 15 a 29 anos — a primeira é a violência. Ainda de acordo com a OMS, 9 em cada 10 casos de suicídio poderiam ser evitados com o auxilio profissional.

No entanto, esse número tem apresentado uma pequena estabilização nos últimos dois anos, inclusive nesses grupos, conforme explica o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, responsável pela pesquisa Mapa da Violência no Brasil desde 1998.

“Houve uma leve oscilação para baixo que ainda não pode ser considerada uma tendência de queda, pois é bem pouco significativa. Houve certa estabilização depois de um tempo de crescimento constante em todas as faixas etárias. Uma melhora na taxa que antes era de crescimento contínuo”, afirma.

“Os dois últimos anos marcam essa pequena estabilização. Só podemos falar em tendência após três anos consecutivos de queda. Estamos no segundo ano, então isso pode ser apenas uma oscilação e não uma queda”, completa.

Ele explica que a incidência de suicídio entre a população brasileira passou de 4,1 em 100 mil habitantes no ano 2000 para 5,5 em 100 mil habitantes em 2016.

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Seja como for, no caso de você estar com pensamentos suicidas, é importante pedir ajuda. Fale com alguém próximo, conte para as pessoas o que passa pela sua cabeça. Ter alguém para conversar faz toda a diferença.

Se você não tem ninguém próximo com quem conversar, não hesite em ligar para o 141 ou 188 e conversar com um dos voluntários do Centro de Valorização da Vida. Eles estão lá para você e podem entender pelo que você está passando.

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