Texto: Henrique Santos | Eles podem não ter superpoderes, mas os desafios são tão grandes quanto nas histórias que inspiraram os seus trajes. Pode ser, que no mundo cinematográfico, nós nunca veremos o Capitão América lado a lado com o Batman e de quebra a Branca de Neve, só que para esta causa nobre eles e tantos outros personagens se unem para combater um vilão invisível nos hospitais de São Paulo.  Não sabem ainda de quem estou falando? Saibam que as crianças com câncer ou portadoras de necessidades especiais podem contar com eles, pois, essa é a missão dos “Heróis do Bem”. Um grupo de artistas que, todos os dias, se transformam nos heróis cultuados pela criançada, para levar alegria nos momentos mais difíceis e atacar a tristeza.

Este trabalho de humanização hospitalar surgiu em 2015, no primeiro encontro do Capitão América, ou melhor, Rogério Ferroni com outros voluntários que também tiveram a brilhante ideia de se fantasiar como um dos ícones lúdicos da infância. Sem querer, eles chamaram a atenção da mídia e, desde então, não largaram mais o nome criado para o grupo: “Heróis do Bem”. De lá para cá, os 15 membros realizam diversas ações no GRAAC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer), Sírio Libanês, Beneficência Portuguesa, ITACI (Instituto de Tratamento do Câncer Infantil) e muitas outras unidades hospitalares.

“Todos podem ser um herói do bem, basta querer. Nós pretendemos alcançar o Brasil inteiro ou até fora com essa nossa iniciativa, fazendo este trabalho de humanização nos hospitais. Pretendemos ser o maior grupo de personagens para humanização hospitalar, como uma espécie de tutores da alegria”, conta Ferroni para o Acontece Agora.

Os “Heróis do Bem” são mantidos do próprio do bolso dos integrantes. Fora das rotinas heroicas, eles também possuem um trabalho fixo, além dos valores que entram através das festas de aniversários, eventos empresarias e palestras motivacionais para as empresas, que ajudam a custear as visitas totalmente gratuitas para os meninos e meninas internados. Eles calculam, que cerca de mil pessoas – entre pacientes e funcionários –  são alcançados mensalmente pelo projeto.

“Nosso público-alvo são crianças com câncer ou necessidades especiais, mas também abraçamos algumas causas, como Autismo, Síndrome de Down, transplantes de órgãos, adultos e idosos”, explica Ferroni.

Além do Capitão América, Batman e da Branca de Neve, eles contam a presença do Homem-Aranha, Superman, Supergirl, Mulher Gato, Mulher Maravilha, Darth Vader, Mario Bros, Harry Potter e a Cinderela. Porém, ainda não há nenhum respaldo nos momentos de realizar as atividades, ou seja, eles sentem que haveria melhoras se contassem o apoio do poder público. Por isso, Rogério revela que os próximos passos para os “Heróis do Bem” será uma ONG ou, talvez, conseguir o apoio privado.

“Muitas coisas que não conseguimos é graças a questão financeiro. O que nós precisamos é realmente conseguir patrocinadores para o projeto, ou que, talvez, uma ONG para que possamos tentar alguma lei de incentivo nesse sentido. (…) é o que precisa, para que tenhamos recursos para continuar crescendo cada vez mais este trabalho e atendendo todos os hospitais que necessitam da nossa visita”, revela.

Os interessados em fazer parte desta ação ou contribuir com ela, podem entrar em contato através das redes sociais e também por telefone.

Veja as informações:

Facebook: Heróis do Bem

Contato: (11) 9 9243 – 0943

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