Texto: Bruno Barreto Rosa | O visionário diretor Zhang Yimou surpreendeu os críticos. Com uma mistura magnifica de guerra, ação, uma pitada de romance e muita carnificina, A Grande Muralha é uma diversão honesta do início ao fim, mesmo com uma história fraca e muitos clichês de desenho japonês.

O filme conta a história de William (Matt Damon), um ladrão europeu que vaga pelos desertos do oriente ao lado de seu companheiro Tovar (Pedro Pascal). Ao serem perseguidos e presos em uma emboscada, ambos se tornam reféns do poderoso exército que protege a Grande Muralha dos perigos lendários que as terras escondem. Logo após de chegarem ao local, os protagonistas conhecem o inimigo que os soldados tanto falavam sobre, os Tao Tei, criaturas enormes e horrendas que pretendem destruir a raça humana, e a única coisa que as impedem disso é a imponente muralha da china e seu exército protetor.

Esse é um daqueles filmes que na primeira vez é impressionante, mas que nas próximas se torna cansativo. Não é necessário se apaixonar pela história, e o diretor deixa bem claro que sua intenção não é essa. Mas sim, se apaixonar pelos efeitos, pelas batalhas impressionantes, pela engenhosidade das armas que o exército e a muralha contém (que são impressionantes, sério!) e pela mitologia presente no filme, além de mostrar a organização e inteligencia dos monstros, que não matam apenas por instinto, mas sim por obediência.

“Zhang Yimou deixa de lado qualquer pretensão poética para focar na aventura de um simples estrangeiro habilidoso com arco e flecha. Habilidoso com a câmera e efeitos visuais, o diretor acerta a mão na mitologia apresentada e cativa o espectador com arquétipos clássicos do cinema hollywoodiano. E por ter consciência da simplicidade da própria história, A Grande Muralha funciona como ótima diversão” – Thiago Romariz | Omelete.uol.com.br

Nota: 8.0 | Efeitos especiais, figurino e engenhosidade impressionantes, mas uma história fraca e rasa.