Mesmo com pouco espaço, é possível garantir alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos

Morar em uma casa sem quintal ou mesmo em um apartamento não são impedimentos para uma horta caseira. Para isso, basta seguir estas sete dicas e garantir à mesa seus próprios vegetais. A dica principal é começar pelas verduras e legumes que você mais gosta, para estimular o cultivo caseiro.

A Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPAZ), responsável pela educação ambiental da Prefeitura, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), oferece cursos e palestras regulares sobre plantas e plantios. Uma boa dica é a palestra “Curiosidades Sobre as Plantas”, que acontece no dia 17 de dezembro (terça-feira), das 9h às 12h, no Campo Experimental da Escola Municipal de Jardinagem. Você pode se candidatar a uma das 50 vagas disponíveis (basta se inscrever pelo site); enquanto isso, já pode conhecer estes sete pontos básicos:

1. Busque o Sol
A luz solar é o elemento principal para determinar o sucesso da futura horta. A maioria dos vegetais exige pelo menos 6 horas diárias de exposição ao sol. Se o lugar escolhido receber insolação inferior a essa, você poderá considerar que essa luminosidade não é a ideal para tomates, berinjelas, pimentões e outros vegetais que precisam de muita luz.

2. Defina o vaso
Uma vez definido um local que receba bastante sol, é necessário escolher os recipientes para o plantio. Eles devem possuir furos, para que a água das regas seja escoada. Atente para a altura do vaso: ele precisa ser alto para que as raízes possam crescer. Cada recipiente é adequado para um tipo de planta, pois nem todas as raízes crescem da mesma forma. Um vaso com altura entre 7 a 15 centímetros atende à maioria das espécies.

3. Escolha a terra adequada
Tão importante quanto escolher uma terra boa e rica em nutrientes é definir o substrato. Para uma colheita proveitosa, o plantio deve recriar as condições do ecossistema original da planta. Esse substrato deve ser poroso, para permitir a entrada de oxigênio e conservar a umidade.

4. Sementes ou brotos?
Se você é um aprendiz, é melhor começar com brotos, que trarão resultados mais rápidos. Na hora de plantá-los, é preciso ter cuidado para não danificar suas raízes. Por isso, abra buracos suficientemente grandes.

5. Conheça as regas
Nem todas as plantas pedem a mesma quantidade de água ou o mesmo tipo de rega. Em alguns casos, apenas as raízes devem ser molhadas. Em outras, as folhas devem ser pulverizadas. A melhor opção é instalar um sistema de gotejamento. É importante levar em conta a época do ano, porque os níveis de umidade e temperatura do ambiente podem mudar nas estações.

6. Complemente com fertilizantes
Os fertilizantes mais recomendados são os balanceados. Esses são bons tanto para flores quanto para vegetais. Conhecidos como NPK, eles contêm nitrogênio, fósforo e potássio. Outra boa pedida é adotar o resíduo líquido das composteiras (locais nos quais os alimentos orgânicos são processados para virar adubo).

7. Confira os “visitantes”
Suas plantas receberão visitas: é preciso reconhecer se são ou não potenciais inimigos do seu plantio. Os pulgões são um mau sinal. Esses parasitas podem acabar com a sua plantação. Abelhas e joaninhas são grandes aliadas – estas últimas, inclusive, alimentam-se dos pulgões – ou seja, são controladores naturais do inseto.

SERVIÇO
Palestra: Curiosidade sobre as Plantas
Data: 17/12
Horário: das 9h às 12h
Local: Campo Experimental – Escola Municipal de Jardinagem
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – acesso pelos portões 3 e 4 – Av. IV Centenário, altura do nº 452 (portão 5)
Inscriçõespela plataforma digital