A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (23), a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, imunização desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

O pedido foi feito em caráter excepcional pelo Instituto Butantan, parceiro da farmacêutica asiática no Brasil.

Na solicitação enviada à agência reguladora, o Butantan alegou que a autorização poderia facilitar a antecipação da distribuição da vacina contra covid-19 a uma parcela da população, conforme as recomendações de uso do Ministério da Saúde.

Mesmo com a autorização dada, a Anvisa ressaltou que a aplicação só poderá acontecer quando o produto obtiver o registro sanitário.

Segundo ela, o importador é responsável por garantir a segurança, eficácia e qualidade da vacina, uma das que estão em teste no país para combater o novo coronavírus.

As doses já chegam prontas, mas só podem ser aplicadas depois de registradas.

As doses já chegam prontas, mas só podem ser aplicadas depois de registradas. Fonte:  Freepik 

É válido lembrar que a vacina chinesa está atualmente na terceira fase de ensaios clínicos.

Cerca de 10 mil voluntários brasileiros já receberam as doses, e os resultados dessa testagem devem ser liberados nas próximas semanas.

Conforme o cronograma divulgado pelo governador de São Paulo João Dória, a vacinação pode começar em dezembro, dependendo da aprovação do produto.

Acordo prevê 46 milhões de doses

Além das 6 milhões de doses importadas, que já chegam prontas para serem utilizadas, o acordo entre o Butantan e a Sinovac prevê outras 40 milhões de doses para serem produzidas no Brasil.

Entretanto, a instituição precisa dos insumos importados, que foram motivo de reclamação nos últimos dias.

De acordo com as autoridades paulistas, a Anvisa atrasou a liberação da importação da matéria-prima vinda da China, fato negado pela agência.

A CoronaVac também esteve envolvida em outra disputa essa semana.

Depois de anunciar a compra de 46 milhões de doses do imunizante chinês, o ministro da saúde Eduardo Pazuello acabou tendo que voltar atrás, quando o presidente Jair Bolsonaro mandou cancelar o negócio.