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Assassinato do jovem Guilherme pela polícia causa indignação aos familiares e amigos na Zona Leste SP

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No começo da madrugada desta quinta-feira (25/11), policiais de uma viatura da Polícia Civil do 24o. Distrito Policial, localizado na Ponte Rasa, atiraram em uma automóvel Honda Civic de cor prata, placa DJA5800 no bairro de Arthur Alvim, ferindo os dois ocupantes do veículo. O motorista Guilherme Tibério Lima (25anos), morador da Vila Jacuí e muito conhecido no bairro de São Miguel Paulista, veio a óbito devido aos ferimentos causados pelas balas.

Ainda não temos informações sobre o que realmente causou esta tragédia e certamente a Corregedoria da Polícia Civil deverá investigar o caso para concluir o inquérito. Segundo informações prestadas à polícia pelo outro ocupante do veículo, Pedro Ricardo de Santana, 18 anos, morador do bairro do Limoeiro, os dois estavam no Hospital de Ermelino Matarazzo, onde o pai do Pedro estava sendo atendido e ambos foram na casa do Pedro buscar uma receita médica para levar para o pai no hospital.

Ao entrar na Rua Terra Brasileira, Cidade A.E.Carvalho, o Pedro disse que viu uma luz muito forte na direção do carro conduzido pelo Guilherme, que sem saber porque, a vítima acelerou o veículo e que foi possível ver um indivíduo que estava na rua pulando de lado para não ser atropelado pelo carro. Logo em seguida , a testemunha disse que ouviu disparos de arma de fogo e o veículo dirigido pela vítima colidiu com um muro e um poste. Assim que ele saiu do veículo percebeu que eram policiais à paisana que não estavam com a viatura. O Pedro foi atingido de raspão por um disparo e foi atendido pelo Samu.

O Boletim de Ocorrência está sendo lavrado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP. Até o começo da noite desse dia fatídico a família da vítima desconhecia que policiais eram os autores dos disparos que tiraram a vida de Guilherme. Segundo informações passadas pelo amigo da família e advogado Adriano Dantas, o Guilherme era um bom rapaz, sem passagem pela polícia, sem antecedentes e sequer bebia bebidas alcoólicas. Ainda segundo o advogado, o veículo que o Guilherme dirigia é de propriedade de sua patroa.

“Guilherme era um jovem de apenas 25 anos com uma vida inteira pela frente. Trabalhava como mecânico, não bebia, não fumava, não gostava de bagunça e nem de baladas. Ele era muito caseiro e muito família. Um homem apaixonado por carros e caminhões. Era acima de tudo um trabalhador honesto. Não merecia essa covardia. Espero que os culpados sejam punidos pela polícia”, disse indignada a jovem Úrsula Andrea Bernardo da Cunha, namorada que passava a maior parte do tempo com a vítima.

“O Guilherme era um menino com o coração maior que o mundo. sempre muito respeitoso e atencioso, sempre disposto a ajudar as pessoas. Sua paixão era trabalhar como mecânico e na pandemia chegou a trabalhar de Uber para pagar o curso de mecânico de aeronaves. Estamos destruídos com esta covardia que fizeram com ele”, disse o Jorge Almeida Dias, padrasto do Guilherme.

Para a vizinha Priscila Caroline Canuto, “Guilherme era uma pessoa muito querida, um vizinho que não negava esforços para ajudar o próximo, ele era um ser humano incrível que sempre estava disposto a fazer algo de bom. Nunca soube de qualquer envolvimento dele em brigas, discussões e muito menos fazendo maldades a quem quer que seja. Tiraram a vida de uma pessoa incrível e queremos justiça para o Guilherme”.

Divaldo Rosa

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