Em Filadélfia, o senador do Vermont disse que a ex-secretária de Estado “deve ser” a próxima presidente. Michelle Obama pede aos norte-americanos que se esforcem até ao fim para derrotar Donald Trump.
Durante os últimos dias, as ruas de Filadélfia foram palco de muitos protestos e maifestações de desagrado perante o apoio de Bernie Sanders a a Hillary Clinton, mas, no discurso mais aguardado da noite, o senador do Vermont não deixou margem para dúvidas e voltou a insistir que, para vencer Donald Trump, é preciso garantir votos para a antiga primeira-dama.
“Hillary Clinton deve ser a próxima presidente dos Estados Unidos”, afirmou Sanders, garantindo que a convicção de que Hillary é a escolha certa se baseia baseada naquelas que são as ideias e a capacidade de liderança da ex-secretária de Estado da Administração de Barack Obama.
No discurso, de cerca de meia hora, o candidato sublinhou que, ao contrário de Donald Trump, que apenas se preocupa em insultar tudo e todos, Hillary Clinton serás uma presidente capaz de unir e perceber a diversidade de toda a sociedade americana.
“Precisamos de uma liderança que nos una e nos torne mais fortes, não de uma liderança que insulta os latinos, os mexicanos, os muçulmanos, as mulheres, os afro-americanos, os veteranos e os doentes para nos dividir”, disse.
Um apoio claro por parte de Bernie Sanders, em plena Convenção Nacional do Partido Democrata, onde, com o apoio de centenas de delegados, recebeu a maior ovação do primeiro de quatro dias do encontro, e onde não esqueceu o apoio recebido durante uma campanha com um resultado final que admite ter sido, em particular para o próprio, uma deceção.
“Eu percebo que muitos de vós estejam desapontados com o desfecho do processo de nomeação, mas eu penso que é justo dizer que ninguém está mais desapontado do que eu”, sublinhou.
Michelle Obama diz que os americanos não devem descer ao nível de Trump
No Wells Fargo Center, outra das estrelas da noite foi a primeira-dama norte americana, Michelle Obama, com um discurso emocionado e em que recuperou vários memórias dos momentos em que apoiou Barack Obama na corrida à Casa Branca, mas também com uma mensagem para Donald Trump: é nos nos momentos em que os americanos são confrontados com uma candidatura que admite descer ao nível mais baixo que é preciso elevar a fasquia.
“Quando eles descem o nível, nós subimos”, disse, depois de comparar o candidato republicano a um ‘bully’ e de criticar a linguagem agressiva e de incitamento ao ódio com que aparece na televisão.
Para o final, um apelo aos norte-americanos, para que se juntem e se entreguem de corpo e alma ao apoio a Hillary Clinton:” Temos de derramar a última gota da nossa paixão, da nossa força e do nosso amor por este país para eleger Hilllary Clinton. Portanto, vamos ao trabalho”.
O primeiro dia da convenção ficou ainda marcado pela pelos discursos entusiastas dos senadores Cory Booker e Elizabeth Warren, de Nova Jérsia e Massachusetts, pelos ataques da atriz Eva Longoria a Donald Trump ou pelo apelo da humorista Sarah Silverman para que parem os protestos dos apoiantes de Bernie Sanders.
Esta terça-feira, é a vez de Bill Clinton, marido de Hillary Clinton ex-presidente dos Estados Unidos, falar aos delegados.
A TSF acompanha as eleições nos Estados Unidos com o apoio da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento