Espaço havia sido prometido para a organização em janeiro passado
Neste sábado 15 de agosto, o Bloco do Temperadinho completa um ano de existência
e aproveita a efeméride para lançar uma campanha pela conquista de um espaço
público desativado em Cangaíba.

A empreitada ganhou o nome de “Temperando nosso espaço” e consiste numa série de
vídeos de apoio gravados por artistas, intelectuais e simpatizantes do Bloco e que de
uma forma ou de outra tiveram algum vínculo com a organização ou com o bairro de
Cangaíba.

Também será lançado um abaixo assinado com o mesmo objetivo.
Participam do vídeo Orlando Balbino Landão, ex Rei Momo do carnaval paulistano;
Eduardo Simpatia, compositor; Wilson Roberto de Matos, professor da UNEB;
Rosângela Malachias, professora da UFRJ; Tadeu Kaçula, sociólogo e músico; Anésio
Lino, advogado; Moisés de Freitas Cunha, Fullbright Fellow e pesquisador; Ivy Guedes,
professora da UEFS; Afonsinho BV, músico e compositor.

O vídeo será lançado na próxima semana nas redes sociais, mas a íntegra de cada
mensagem pode ser acessada na página do Bloco no Facebook:
@blocodotemperadinho.

Em janeiro passado a subprefeitura da Penha havia feito um acordo com o Bloco para
que a ocupação fosse feita. Os termos do acordo foram publicados no Diário Oficial do
Município; mas um desentendimento com os moradores que alegaram que a presença
do Bloco no espaço poderia trazer “prostitutas, maloqueiros e drogados”, inviabilizou o
acordo unilateralmente naquele momento.

A organização do bloco refez a proposta e entregou ao subprefeito da Penha, Thiago
Della Volpi e a moradores do entorno em julho. No documento o bloco apresenta as
sugestões contendo os termos de utilização do espaço que tem foco na realocação da
escola de música, artes cênicas, rede de solidariedade, educação em direitos humanos,
incentivo ao empreendedorismo local, e um curioso projeto que defende os preceitos da
ONU que são a composição de dezessete canções voltadas para os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentáveis – Agenda 2030.

Na verdade, o Bloco já vem trabalhando com um coletivo há mais de dois anos e nesse
tempo conquistamos uma rede de apoio fantástica; explica Antônio Silva, o Gordura que
é diretor do bloco.
Não é apenas a atividade do cortejo carnavalesco que motiva nossa atuação, mas uma
rede de articulação que, ao englobar as propostas apresentadas através de nossos
projetos; sugere sobretudo possibilidades de desenvolvimento local, sororidade,
impacto social, diversidade e educação, diz Mário Cortes presidente do bloco.
(BT –Divulgação)