Nesta quarta-feira (21), o Brasil superou a marca dos 27,5 milhões de vacinados contra a covid-19. O total de pessoas que receberam pelo menos uma dose da vacina contra a doença chegou a 27.523.231, o equivalente a 13% da população nacional. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

Nas últimas 24 horas, 349.900 brasileiros receberam a primeira dose da vacina. A segunda dose foi aplicada em outros 228.938 no mesmo período.

Até o momento, 10.947.310 pessoas receberam as duas doses de imunizante, conforme a recomendação dos laboratórios responsáveis pela produção da CoronaVac e da Oxford/AstraZeneca. O número corresponde a apenas 5,17% da população do país.

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O Rio Grande do Sul lidera entre os estados que, proporcionalmente, mais aplicaram a primeira dose em sua população: 17,44% dos habitantes locais.

O estado de São Paulo segue em primeiro lugar, em termos percentuais, entre aqueles que mais vacinaram com a segunda dose: 7,4% de sua população.

OMS tenta obter vacinas para o Brasil, mas pede que país exerça liderança

A cúpula da Organização Mundial da Saúde indicou que vai tentar antecipar entregas de vacinas ao Brasil. Mas a agência fez um apelo para que o país “exerça” sua liderança histórica no combate a surtos, produção de vacinas e resposta a crises sanitárias, uma espécie de pedido diplomático interpretado como uma recomendação para que o governo abandone a postura isolacionista e negacionista que tem marcado o comportamento da gestão de Jair Bolsonaro na pandemia.

Essa foi a conclusão de uma reunião mantida nessa quarta-feira entre o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, e o novo chanceler Carlos França. O encontro foi o primeiro de um chefe da diplomacia do Brasil com a direção da OMS desde o início da pandemia, há mais de um ano.

As decisões do governo de esnobar esforços multilaterais para lidar com a pandemia, as críticas constantes contra a OMS por parte do Planalto, a recusa em se envolver em respostas coordenadas foram algumas das estratégias adotadas pelo Itamaraty em 2020.

Para a OMS, a liderança do Brasil em saúde pública teria sido fundamental para reverter o quadro global. A aposta em Genebra agora é de que, com mudanças tanto no Itamaraty como na pasta da Saúde, uma nova etapa de cooperação entre o Brasil e a OMS possa ser iniciada, ainda que um ano inteiro tenha sido desperdiçado.

Nos bastidores, a entidade acredita que apenas uma campanha de imunização não será suficiente para lidar com a pandemia no país e pediu que o governo atue em outras frentes, como em medidas de saúde pública.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Fonte: UOL