1 a cada 4 casos também está no Brasil. Diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, alertou ainda que metade dos casos do mundo e quase metade das mortes está no continente americano. Levantamento feito por consórcio de veículos de imprensa aponta mais de 57,7 mil mortes no país, o equivalente a 11% do total mundial.

28 de junho: manifestante segura cruz simbolizando vítimas de Covid-19 em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em frente ao Congresso, em Brasília. — Foto: Sergio Lima/AFP

1 a cada 4 mortes e por Covid-19 nas Américas ocorre em solo brasileiro, anunciou nesta segunda-feira (29) o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan. Segundo o diretor, 1 a cada 4 casos detectados no continente americano também é no Brasil.

Metade dos casos e quase metade das mortes em todo o mundo está nas Américas, acrescentou Ryan. Os maiores números mundiais são de Estados Unidos e Brasil.

“Não há dúvida de que o Brasil ainda está enfrentando um grande desafio. Continua a reportar mais de 30 mil casos por dia”, lembrou o diretor de emergências.

Segundo o levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o G1 faz parte, o Brasil tinha, às 13h desta segunda, 1,3 milhão de casos e 57.774 mortes causadas pelo novo coronavírus. O total equivale a 11% das mortes mundiais.

“Há muitas situações desafiadoras no Brasil”, continuou Ryan. “Existem áreas muito congestionadas e densamente habitadas nos centros urbanos com serviços precários, há pessoas vivendo em condições rurais que são difíceis de alcançar e atender. Seria bobagem subestimar o tamanho e a complexidade de um país enorme como o Brasil”.

O diretor de emergências lembrou que o Brasil tem uma longa história de combate a doenças infecciosas e de fabricação de vacinas.

Ainda na resposta sobre o país, ele lembrou a necessidade de os países se unirem no combate ao vírus, e disse que a luta contra a pandemia não pode ser marcada por ideologias.

“Essa é a dificuldade no desafio da unidade nacional contra o inimigo comum. Quando você escolhe a unidade nacional contra o inimigo comum, às vezes não consegue escolher quem o lidera nessa luta”, afirmou Ryan.

“Em muitas situações, os indivíduos e a sociedade têm que oferecer incentivo e apoio a um governo que pode não ser da nossa escolha”, declarou.

“Eu diria apenas da minha perspectiva pessoal que não podemos continuar permitindo que a luta contra esse vírus se torne e seja sustentada como uma luta ideológica”, continuou Ryan. “Não pode ser, não podemos derrotar esse vírus com ideologias. Simplesmente não podemos”.