Com uma história linda de superação e fé o casal Cele de Fatima Gariso Bonjorno e Walter Leopoldino Bonjorno são hoje exemplos para muitas pessoas.

Embora se conhecesse por anos, foi em setembro de 2013 que o casal voltou a se encontrar. Cele lembra que alguns anos atrás ela tinha conhecido um rapaz cheio de sonhos e muito alegre e que depois de quase 15 anos se deparou com um homem, mais calado, descrente obeso e desanimado.

Jornalista Divaldo Rosa durante visita à família Gariso Bonjorno

Cele relata que com a aproximação o casal voltou a se falar diariamente e onde era apenas uma linda amizade começou a surgiu uma linda história de amor. Porém, preocupada com a saúde do filho, a mãe de Walter começou a pedir ajuda de Cele, pois no momento ele aparentava alguns problemas de saúde, como: perda de alguns movimentos, quedas constantes, irritabilidade, machucados que não cicatrizavam entre outros.

Walter já estava sendo atendido pela equipe médica de um hospital na época, que durante o processo solicitou alguns exames necessários para dar o diagnóstico preciso. Foi quando Cele viu os resultados e achou muito alterado. “Pedi para ver os exames e notei que havia muitas alterações e uma delas produção em excesso de cortisona. Apesar de não exercer sou formada em rádio diagnóstico e percebendo algo de errado pedi autorização para levar os exames para outro médico e assim o fiz, Levei para Dra. Fernanda Clinica Geral da UBS São Marquinho. Ela foi muito atenciosa em me atender mesmo não tendo consulta marcada e com o que eu tinha em mãos ela já havia tirado algumas conclusões e só precisava ter certeza, então pediu novos exames e, pediu para vê-lo para se certificar se estaria pedindo os exames corretos. Com a ajuda da assistente social todos exames foram muito rápidos. Ao sair os resultados de exames, me ligou imediatamente, pediu para falar sozinha comigo e foi bem enfática em dizer (procure internar esse rapaz o mais rápido possível senão esse rapaz morrerá em casa”.

Neste período, Cele e Walter já estavam em um relacionamento sério, foi daí que a preocupação e ao mesmo o companheirismo de um com o outro crescia muito.
Por várias vezes, Cele levou o companheiro ao hospital Santa Marcelina e mesmo com os exames e laudos nas mãos os médicos demonstravam indignação pois não tinham autorização para interná-lo, então simplesmente estabilizavam sua pressão arterial e davam alta. Seu quadro foi se agravando.

Quando o desespero começou a bater, Cele lembra que tinha acabado de descobrir que em meio a toda aquela agitação Deus estava enviando um novo membro a família, Cele descobriu que estava esperando um bebê.

Com a saúde de seu marido debilitada e ele correndo sérios riscos de morrer, Cele lembra que começou a pedir ajuda, entrando em contato com o jornalista Divaldo Rosa, uma pessoa que conhecia apenas pelo Facebook, sem qualquer contato pessoal. Após alguns dias o jornalista Divaldo fez contato pela rede social e disse que iria em um evento de inauguração de um ginásio em Ferraz de Vasconcelos, onde o então governador Geraldo Alckmin era esperado e que entregaria uma carta ao governador. Na mesma ocasião o jornalista enviou mensagem ao então Secretário Walter Feldman solicitando ajuda para o Walter.

” Eu fui ao evento em Ferraz decidido a entregar a carta que havia escrito ao governador. Como tinha milhares de pessoas e o cordão de isolamento das autoridades não deixava nem a imprensa se aproximar aproveitei um descuido da segurança e ultrapassei o cordão de isolamento e coloquei no bolso do governador o bilhete dobrado. Só deu tempo de pedir para ele ver o bilhete no carro pois era caso de vida ou morte. E assim foi feito, me ligaram no dia seguinte da assessoria do ex governador dizendo que estavam tomando as devidas providências junto à diretoria do Santa Marcelina”, lembra o jornalista Divaldo Rosa.

Tempos depois a família recebeu uma ligação informando o dia, hora, leito e nome da médica responsável pela internação do Walter no Hospital Santa Marcelina. Foi assim, depois de todos esses esforços que o Walter conseguiu ser internado.

“Foi uma providência divina, falar com o Divaldo Rosa. Encaminhei todo o processo para ele e prontamente ele entrou e contato comigo para pegar mais detalhes e me disse: – Celinha, farei o possível para ajudá-los, logo mais voltarei o contato. Minha nossa, foi o maior alívio, sensação de dever cumprido” lembra ela.

Foi então que em meados de março, 2014, Walter conseguiu ser internado para estabilizar seu quadro físico, até que a médica responsável conseguiu tratamento e cirurgia para o Walter no Hospital das Clinicas onde faz tratamento até hoje. A primeira cirurgia foi por volta de 18 de julho e o filho do casal nasceu em 20 de agosto de 2014.

“Nós só temos a agradecer, pela atenção e carinho a nós dedicados pelo Divaldo Rosa. Que Deus o abençoe sempre mais e mais” finaliza o casal.