Diferente do verão passado, quando sobrou calor e faltou chuva na cidade de São Paulo, o verão 2020/2021 trará chuvas generalizadas e volumosas para quase todas as regiões do Brasil.

A estação mais quente do ano mal começou, e as famosas “chuvas de verão” já estão atormentando os moradores do bairro de São Miguel Paulista. Isso porque na última segunda-feira, dia 21, um forte chuva causou um estrago enorme no centro do bairro.

Na rua Salvador de Medeiros, o alagamento transformou a rua da velha estação da CPTM em um piscinão e até a rua Serra Dourada teve alagamentos. Neste ano a subprefeitura realizou uma grande obra, reconstruindo o Calçadão de São Miguel e novas galerias, para acabar com enchentes que aconteciam todos os anos naquele local. Alias esta obra iniciou em 2019, um pouco antes do Natal, pelo ex subprefeito , Edson Marques, que contrariando todos comerciantes, insistiu em fazer a obra atrapalhando o comercio no ano passado e não concluindo a tempo. Mesmo depois de terminada esta obra em meados deste ano, o local volta a sofrer com alagamentos, com as fortes chuvas do dia 21/12, causando transtornos aos munícipes e prejuízos os comerciantes.

Outros locais com histórico de alagamentos no Jardim Helena também sofreram ainda mais com as últimas fortes chuvas, nos bairros Vila Itaim, Vila Seabra, Vila Aimoré e na região conhecida por Pantanal, no bairro do jardim São Martinho.

São Miguel possui vários córregos que cortam o bairro. Alguns vem do Itaim Paulista: Córrego Itaim, Lajeado, Tijuco Preto. Outros vem de Guaianases como o Itaquera Itaqueruna, e outro vem de Itaquera, como o Córrego Jacu Pêssego. Portanto, São Miguel sofre mais com os alagamentos e necessita de um olhar mais especial por parte da prefeitura. Mas os maiores problemas ocorrem quando esses córregos chegam ao Rio Tietê e encontram o rio cheio, em decorrência do fechamento da Barragem da Penha. O resultado é o transbordamento das águas em várias ruas. Estas águas podres e com mau cheiro chegam a ficar paradas durante meses , ocasionando grandes transtornos, perdas materiais e doenças aos moradores da região do jardim Helena.

Prefeitura usou apenas 55% das verbas de combate às enchentes em 2020

Segundo a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB), a administração municipal desenvolveu um sistema inédito de monitoramento, que está sendo instalado em 23 piscinões e oito túneis da cidade. O objetivo é centralizar o acompanhamento de chuvas, drenagem, operação dos reservatórios, escoamento da água, limpeza urbana, manutenção e desassoreamento dos 34 piscinões da cidade. Além disso, cerca de 8 mil bueiros e bocas de lobo e 1.269 pontos de escoamento terão a limpeza intensificada neste período.

De acordo com dados do Portal da Transparência, a Prefeitura de São Paulo utilizou, de janeiro a outubro, 55% da verba contra enchente, porém o órgão não justifica o motivo de ter usado pouco mais da metade da quantia disponibilizada para este tipo de ação e este valor vem caindo ano após ano, mostrando que a administração não investe me melhorias neste sentido.
Somente nos dois últimos anos, a administração tucana reduziu em 16,2% o valor orçado para combater às enchentes. Sob a gestão iniciada por João Doria e transferida para Bruno Covas, a quantia destinada às ações de prevenção em 2017 foi de R$ 964.884.153 milhões. Para o ano de 2019, R$ 807.913.364 milhões – uma redução de R$ 156.970.789 milhões, uma economia gerada pela prefeitura, mas que é um prejuízo para a população da cidade.