População pode denunciar pontos pelo número 156.

A cidade de São Paulo possui mais de 2,5 mil pontos de descarte irregular de lixo, segundo levantamento realizado pela Prefeitura entre janeiro e abril deste ano.

Apesar de o número representar uma queda de 17% em relação ao mesmo período de 2018 (3.026 pontos), moradores reclamam que a falta de resolução do problema causa transtornos e traz perigo para quem passa pelos locais.

Em um ponto próximo à Avenida Roberto Marinho, no bairro do Brookling, na Zona Sul, por exemplo, há todo tipo de material abandonado: madeira, sofá, entulho de construção e objetos que acumulam água parada, o que pode facilitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Na manhã desta terça-feira (4), a reportagem do Bom Dia SP esteve também em um ponto de descarte irregular no bairro da Mooca, na Zona Leste. Segundo os moradores, uma limpeza foi feita no dia anterior, mas muito entulho ainda foi deixado no local, tomando conta da calçada.

“Há mais de seis anos está assim, cada dia pior. Ondem havia montanhas na calçada e na rua. Não conseguiram nem limpar direito porque o trator acabou com lama, pedras e tudo mais. Isso é assim há anos, é uma vergonha. Tem ratos aqui”, diz um morador.

O diretor de serviços da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), Evaldo Azevedo, diz que há fiscalização em toda a cidade para combater a prática irresponsável de alguns moradores. Ele reforça que a população tem várias opções para jogar o lixo.

“50 Kg de resíduos da construção civil podem ser colocados na nossa coleta domiciliar. Acima disso, nós temos 102 ecopontos no município que podem receber uma quantidade maior. Fora isso, contratar uma caçamba cadastrada. No site da Amlurb, tem a lista de todas as empresas que vão destinar corretamente o resíduo”, afirma.

A Prefeitura afirma que mantém um cronograma de limpeza dos pontos viciados que foram mostrados na reportagem, mas que eles sempre voltam a ficar entupidos de lixo e entulho.

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