Recuperação da economia pode ser lenta, mas devemos manter a esperança

Com a  pandemia do novo coronavírus o país enfrentou grandes transformações, gerando impactos para a nossa sociedade. Desde que os primeiros casos da doença surgiram no Brasil, os hábitos da população têm sido diretamente afetados, já que, para desacelerar o contágio do vírus, a principal recomendação dos órgãos de saúde é o isolamento social. No país o último registro sobre o desemprego divulgados pelo IBGE são do primeiro trimestre (janeiro a março) de 2020, quando a taxa de desocupação permaneceu relativamente estável em 12,2%.

Apesar da crise, as micro, pequenas e grandes empresas tiveram que intensificar as suas presenças no meio on-line. Nesse período de transformação os negócios foram obrigadas a encontrar soluções digitais para continuar atendendo. Reuniões por vídeo chamadas, conversas por chats, serviço de delivery, vendas por e-commerce e disponibilização de vouchers nunca estiveram tão em alta.  

Porém diante do atual cenário, algumas perguntas inevitavelmente surgem. Como será o futuro das empresas no país e como ficarão os empregos? É visível o aumento de empregos informais neste momento. Se de um lado os custos trabalhistas e as cláusulas de proteção ao emprego são maiores no Brasil, existe também parcela expressiva da força de trabalho em contrato ultraflexível: os informais.

As classes que estavam sendo esquecidas voltarão com tudo nos próximos meses. Autônomos, freelancers e empreendedores passarão a ser melhores vistos já que muitos passarão a oferecer serviços no período. Mesmo com o futuro incerto, o país está se encaminhando para um momento de inovação. A pandemia mudou e continuará mudando nossas formas de consumo e serviços, terá efeitos no trabalhador inserido nessas atividades. É certo que os impactos de longo prazo podem ser muito maiores, e a retomada, muito mais lenta do que se imagina, porém devemos manter a esperança.

Por Evando Reis

Engenheiro e Consultor Empresarial

Imagem em destaque: Freepick