A obra é resultado de três anos de escrita dentro da Penitenciária de São Paulo

A obra é resultado de três anos de escrita dentro da Penitenciária de São Paulo
Grupo formado por mais de 40 detentas da Penitenciária Feminina da Capital Paulista, se reúne no Sarau Asas Abertas, há três anos, toda semana. Elas lançaram na última quarta (29), um livro com mais de 128 poesias que foram selecionadas de 1.200, pelo coletivo “Poetas do Tietê”. A obra ‘De nada adianta ser uma lâmpada apagada se não for para brilhar’ foi viabilizada pelo Programa para Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura.

As internas participam do Sarau voluntariamente, a atividade não resulta em redução de pena. O Sarau, a escrita é um momento onde elas utilizam para fugir da dura realidade da prisão. Muitas delas presas por tráfico de drogas e condenadas a penas de mais de 5 anos de prisão. “O Sarau representa praticamente a minha vida, a minha renovação, pois eu cheguei aqui em depressão. Tinha tentado me matar, mas o Sarau me resgatou” disse Maria Edivânia da Silva, uma das mais de quarenta participantes do Sarau.

por Josué Emidio