Anualmente todas as mortes violentas registradas na região entre 21 e 27 de agosto de 2017. Na esfera policial, quatro inquéritos foram concluídos, quatro foram arquivados e dois seguem em andamento.

O novo levantamento feito pelo G1 mostra que, dois anos depois, nenhum dos dez casos do Monitor da Violência na região do Alto Tietê foi a julgamento. Três casos foram arquivados pelo Tribunal de Justiça.

Na esfera policial, quatro inquéritos foram concluídos, nenhum com indiciamento; quatro foram arquivados e dois seguem em andamento. Os autores foram identificados apenas nos casos em que os atiradores foram policiais.

O levantamento foi feito na semana entre 21 e 27 de agosto de 2017. Das mortes violentas, três foram suicídios e uma morte suspeita foi reclassificada para morte não violenta. Assim, os casos foram arquivados.

Dos seis restantes, dois foram mortes em decorrência de intervenção policial. Houve ainda um feto encontrado morto, que a polícia concluiu ter sido um aborto e não indiciou ninguém, e três homicídios, sendo dois em Suzano e um em Santa Isabel. Um deles, em Suzano, foi reclassificado para homicídio culposo – quando não há intenção de matar (veja detalhes abaixo).

De acordo com as atualizações feitas em agosto pelo G1a morte de Leonardo Costa Ramos, que foi baleado em frente de casa, em Santa Isabel foi arquivada. Um outro jovem, de 19 anos, também foi atingido pelos disparos e sobreviveu. Já o autor dos disparos fugiu.

No ano passado a polícia havia informado que não tinha chegado ao autor durante as investigações e o caso havia sido arquivado.

O Tribunal de Justiça também informou que o processo da morte de Danilo Daniel Valence, de 21 anos, também foi arquivado. Ele saiu para se reconciliar com a namorada e acabou morto depois de seis dias de internação em coma.

A polícia chegou a acreditar em agressão, mas os laudos indicaram que o jovem morreu porque se agarrou a um carro em movimento. Por isso a polícia já havia reclassificado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O caso do feto encontrado próximo de um terreno na Vila Japão, em Itaquaquecetuba, também foi arquivado sem que um autor fosse identificado. O corpo foi encontrado em decomposição e, para a polícia, o caso se tratava de um aborto.

Já no ano passado a polícia havia pedido o arquivamento do caso. Neste ano o Tribunal de Justiça também arquivou o processo.