Donos de animais de estimação formam filas enormes para tentar atendimento nos dois únicos hospitais veterinários públicos da cidade de São Paulo. As senhas começam a ser distribuídas às 6h, mas alguns chegam às 23h do dia anterior para conseguir um lugar.

Os dois hospitais públicos da capital são administrados pela Associação Nacional de Clínicos Veterinários (Anclivepa) e recebem uma verba mensal de R$ 900 mil da Prefeitura para o funcionamento.

Na unidade do bairro do Tatuapé, na Zona Leste, são distribuídas 70 senhas por dia. Também há uma cota para atendimento de casos de urgência, que são avaliados no momento da chegada. Muitas pessoas acabam saindo de outras regiões da cidade por não terem condições financeiras de pagar por uma consulta em clínicas particulares.

“Nós chegamos 1h30 para pegar uma senha que começa a ser distribuída às 6h. Infelizmente, por conta das condições financeiras de procurar uma clínica particular”, diz a dona de uma cadela com suspeita de câncer.

No geral, as pessoas elogiam a qualidade do atendimento, mas reclamam da espera e da falta de vagas. “Precisa de mais veterinário, precisa de mais recurso. Eles não têm como socorrer tanta gente”, diz uma mulher que também madrugou na fila.

O aparelho de raio-x do hospital está quebrado e há problemas de má conservação do prédio, como buracos na parede e infiltrações nos banheiros.

Na segunda unidade, que fica na Parada Inglesa, na Zona Norte, também há o problema das longas filas. São distribuídas 40 senhas e há uma cota para atendimentos emergenciais. Um dos administradores afirma, no entanto, que o hospital chega a fazer 200 atendimentos diários, muito além do previsto no contrato com a Prefeitura.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde afirmou que repassa R$ 900 mil por mês para a empresa que administra os dois hospitais e que há a previsão de inauguração de uma nova unidade na Zona Sul, mas não informou a data.

Sobre o aparelho de raio-x quebrado, a secretaria afirmou que vai verificar com a Anclivepa a situação.

Fonte: As informações são do portal de notícias ‘G1’.