Dória e AécioNeves -Foto arquivo Forum

Consolidado após as eleições de 2018 como a maior liderança tucana hoje, o governador de São Paulo, João Doria, disse que o PSDB encomendou uma pesquisa para avaliar entre outras coisas a possibilidade de uma mudança no nome do partido. Além disso, aliados do governador planejam promover o que chamam de “faxina ética” no partido após a convenção nacional da sigla, que está marcada para junho.

A tentativa de dar uma cara nova ao PSDB se dá em razão do fiasco eleitoral do partido no último pleito, quando o ex-governador paulista Geraldo Alckmin atingiu o pior resultado de um candidato tucano em corridas presidenciais.

A bancada da agremiação na Câmara dos Deputados, por sua vez, caiu pela metade.

A mudança de nome não é vista como prioridade por outras lideranças tucanas, mas a adoção de medidas duras contra nomes envolvidos em casos de corrupção estaria sendo defendida inclusive por Alckmin em conversas reservadas.

O ex-governador do Paraná Beto Richa e os ex-governadores mineiros Eduardo Azeredo e Aécio Neves (este, deputado federal) estariam na mira da “faxina”.

Os planos de Dória envolvem também a retirada de desafetos, como o ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que lhe fez críticas públicas e apoiou Paulo Skaf (MDB) na disputa que elegeu o tucano para comandar o Palácio dos Bandeirantes de 2019 a 2022.

Aos gritos de “1,2,3 é Covas outra vez” o PSDB de São Paulo fez o primeiro gesto explícito em defesa da reeleição do prefeito Bruno Covas, neste domingo, na convenção que escolheu a nova direção municipal do partido.

O novo presidente é Fernando Alfredo, o Fernandão, chefe de gabinete da subprefeitura de Pinheiros, escolhido pelo próprio prefeito.

“Vocês são militantes hoje e serão para a reeleger Bruno Covas no ano que vem”, disse Doria durante o evento. O próprio prefeito foi mais cauteloso e disse que seu foco agora é governar a cidade.

O evento reuniu lideranças como Doria, o ex-governador e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, os senadores Mara Gabrilli e José Serra. No momento em que Doria fala em mudar o nome do partido, a maioria dos oradores foi na direção contrária enaltecendo o legado do partido, principalmente os governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Enquanto setores do PSDB ligados a Doria pendem para o apoio a pautas conservadoras, Alckmin defendeu que o partido ocupe o espaço no centro, volte-se para a “defesa dos mais fracos e das minorias” e o “compromisso com emprego e renda”. Doria negou que a fala de Alckmin fosse mais à “esquerda” do que a dele. “Foi um discurso democrático voltado para as obrigações de quem cumpre mandato “, disse o governador..

Fonte: Estadão/Forum

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