Em meio à pandemia o hospital Cidade Tiradentes trabalha com 95% dos leitos ocupados

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Foto: Nelson Kron
Foto: Elias Divino

Em meio à Pandemia, Hospital da Cidade Tiradentes trabalha com 95% dos leitos ocupados. Um dos bairros mais populosos da capital com aproximadamente 300 mil habitantes, a Cidade Tiradentes atravessa uma situação caótica em relação ao seu sistema de saúde.

Isso porque o seu Hospital referência trabalha com 20 leitos de UTI voltados para o tratamento da COVID-19, destes 19 estão ocupados, número que representa 95% da capacidade total do hospital.

Por outro lado, não é por acaso que o local é um dos que têm o maior número de mortes pelo coronavírus na capital paulista. Ao circular pela região, não é difícil ver os moradores sem máscara, inclusive em frente ao hospital, que é referência para Covid-19.

Conselheiro do hospital

Da mesma forma, para o morador Divino Elias da Costa, “os leitos são poucos, haja vista que o Hospital é referência na região. Moradores dos bairros próximos utilizam as instalações do local para se tratarem.”

“Com isso, o que já era ruim, se torna pior, e a superlotação ocorre. Somos o maior conjunto habitacional da América Latina, e temos por aqui, famílias com 10, 15 pessoas dividindo um espaço mínimo, com isso, famílias, amigos e vizinhos acabam sendo infectados. O governo infelizmente não ouviu as nossas reivindicações, que era de construir um Hospital na Arena Corinthians. Assim, a Zona Leste sofreria menos com essa trágica doença”, completa.

Atualmente, ele é conselheiro gestor da UBS Carlos Gentile e Hospital Carmem Prudente e defende que a região deveria ter tido outro tratamento da gestão Bruno Covas/João Dória.

“Temos 20 subprefeituras na Zona Leste e os hospitais da região não tem condições de atender a todos, sejam eles, nas redes municipais quando nas estaduais. Trataram essa doença como uma “gripezinha” e hoje, lamentamos a morte de muitos parentes e amigos. Sabemos que essa situação poderia ter sido evitada, se houvessem políticas públicas voltadas para a periferia, mas ao invés disso, privilegiaram a Zona Sul e os ricos”, finaliza.

Organização Santa Marcelina

Ainda de acordo com o último boletim da Organização Santa Marcelina, órgão que é responsável pela administração do espaço, o Hospital registrou na última segunda-feira (13), 48 mortes suspeitas, sendo 93 confirmadas, 141 no total.

Foto: Elias Divino

De acordo com os dados da Prefeitura, de quinta- feira (9) passada, mostram que foram 110 mortes suspeitas, 101 confirmadas, 211 ao todo.

O município usa o Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (Pro-Aim), que é a fonte oficial de registro de óbitos na capital.

Mas essa diferença mostra que pode haver uma subnotificação de mortes no hospital.

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