Com 1,5 milhão de clientes, Cielo reuniu 35 pessoas para acompanhar em tempo real as transações realizadas em todo o país durante a Black Friday. Na edição do ano passado, empresa registrou 33,7 milhões de transações.

Sala de Guerra da Cielo para a Black Friday — Foto: Fabio Tito/G1

A estratégia da Cielo para dar conta das milhões de transações esperadas na edição deste ano da Black Friday passa pelo que a companhia batizou de sala de guerra. Num ambiente repleto de telões, que oferecem informações em tempo real, 35 pessoas vão monitorar as operações que dependem da tecnologia da companhia em todos os municípios do país.

É a primeira vez que a empresa de meio de pagamentos utiliza este modelo de acompanhamento mais robusto para a Black Friday – a data já é a segunda mais importante para a companhia. Fica atrás apenas do Natal. Uma estrutura similar já é adotada justamente para as vendas de fim de ano e para os Dias da Mães. Na edição do ano passado da Black Friday, foram registradas 33,7 milhões de transações.

A empresa tem 1,5 milhão de clientes, o que representa 42% de participação de mercado nas transações físicas e virtuais. No e-commerce, essa fatia sobe a 50%. A resposta de Cielo, portanto, tem de ser bastante rápida se ocorrer alguma falha durante a operação de pagamento. Uma transação física, por exemplo, costuma levar de sete a nove segundos para ser concluída. Se esse tempo for ultrapassado, a operação é reiniciada.

A sala de guerra é só o ponto final de uma preparação que começou em julho, quando o sistema da empresa começou a ser submetido a testes de estresses. Foram quatro, ao todo. Nas simulações, a empresa injeta transações via robôs para mensurar qual é o volume máximo de operações que o sistema suporta. Hoje, a capacidade é de 10 mil transações por segundo. A empresa tem uma folga. No momento de pico, costuma receber 1,2 mil transações por segundo.

Sala de Guerra da Cielo para a Black Friday — Foto: Fabio Tito/G1

“A primeira fase do trabalho é avaliar a capacidade das plataformas para saber se elas estão preparadas para o volume de transações esperadas”, afirma o diretor de infraestrutura da Cielo, Antônio Lombardi Neto. “As plataformas passam por testes de estresses, que vão resultando em melhorias para o sistema.”

Desde a última sexta-feira (22), o sistema da companhia entrou numa espécie de congelamento. Com todos os testes feitos e o modelo ideal do sistema definido para a Black Friday, a companhia não faz mais alterações no seu ambiente.

Apesar da fatia relevante no mercado, a companhia tem colhido resultados financeiros decepcionantes. No terceiro trimestre, a empresa teve lucro líquido de R$ 358,1 milhões, uma queda de 51,7% na comparação com o mesmo período de 2018.

Foco no e-commerce

Na Black Friday, a Cielo tem se voltado cada vez mais para as transações de e-commerce. No ano passado, o faturamento com as compras virtuais tiveram um crescimento de 25% em relação a 2018. As vendas físicas tiveram alta de 10%.

Sala de Guerra da Cielo para a Black Friday — Foto: Fabio Tito/G1

O ticket médio (valor médio) das compras virtuais também já está maior no e-commerce, segundo as transações capturadas pela companhia. No ano passado, o valor médio das compras foi de R$ 93 nas operações virtuais e de R$ 371 vendas realizadas pela internet. “Nosso foco passou a ser o e-commerce. É a plataforma que mais tem sido demandada”, afirmou Lombardi Neto.

Neste ano, a empresa espera uma nova rodada de crescimento nas vendas de e-commerce. O avanço projetado é de 25% na quantidade de transações em relação a 2018, quando foram registradas 6 milhões de transações em compras virtuais.