Na madrugada desta terça-feira (20) a unidade de ensino foi furtada mais uma vez e criminosos levaram parte do encanamento do colégio. Por causa dos furtos, a escola está sem água e sem luz, impedida de retomar as atividades.

A escola estadual Yervant Kissajikian, localizada no Jardim José Bonifácio, na Zona Leste de São Paulo, foi furtada oito vezes nas últimas semanas. Na madrugada desta terça-feira (20), a unidade de ensino foi alvo de furto mais uma vez e os criminosos levaram parte do encanamento do colégio.

Pais e alunos relatam que a unidade de ensino não tem vigias, circuito de monitoramento, nem alarmes e que o muro é baixo, facilitando a ação dos criminosos. A direção da escola afirma que registrou boletins de ocorrência todas as vezes em uma delegacia que fica a poucos metros do colégio.

“Eles entram e estão roubando toda a fiação, quadro de luz, bomba d’água e toda a fiação externa e interna. Eles cavam buracos para roubar a fiação interna da escola e externa. Da última vez que teve roubo foi de sábado para domingo. Eles entraram no laboratório da escola, roubaram a fiação e os materiais que as professoras utilizam nas aulas”, disse um funcionário que não quis se identificar.

Por enquanto, o retorno às aulas na Yervant Kissajikian está adiado, não só pela pandemia, mas também porque a escola está sem água e sem luz.

“Nós estamos com um projeto de retomada, a partir do mês que vem, né? Têm alunos interessados em voltar para projetos de recuperação e acolhimento, porém a escola está sem água e sem luz. Os funcionários estão trabalhando sem água e sem luz dentro da escola”, afirma o funcionário.

Ao todo, a Yervant Kissajikian tem 350 alunos matriculados na escola. Ela a única unidade da região que oferece aulas de ensino médio em período integral.

“Há dois anos nós participamos de reuniões na escola e ela já estava comprometida a ser fechada. A direção assumiu o risco de ser uma escola integral, houve a reforma, a revitalização, encheu de aluno… e hoje as vagas estão preenchidas e não podemos correr o risco novamente, porque se continuar assim, fechará”, disse o conselheiro tutelar, Daniel Moura.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, de janeiro até agora, 572 ocorrências já foram registradas na delegacia do bairro.

“É muito triste porque como está voltando, você se pergunta: como vão voltar as aulas? com toda essa pandemia você se pergunta como? Não tem condições de voltar. Fora os funcionários que estão aí, sem uma energia, sem uma água… fica difícil trabalhar nessa situação”, afirma a dona de casa Diva Rodrigues Barreto.

A Secretaria de Segurança Pública disse que faz buscas para identificar os assaltantes e que está em contato com a direção da escola para agilizar o atendimento.

A diretoria regional de ensino informou que a escola tem um orçamento de mais R$ 300 mil e que vai resolver os problemas ocasionados pelos furtos.