Eles afirmam que muro cedeu depois de obra da Prefeitura. Administração municipal, porém, nega que a estrutura tenha caído por conta da intervenção; CPTM diz

A situação do muro da estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de Itaquaquecetuba tem preocupado os moradores do bairro Pedreira. Eles reclamam que a estrutura que separa a rua da estação cedeu depois de uma obra da Prefeitura no começo do ano.

No trecho passa a linha 12 Safira da CPTM. Até agora, nem a CPTM e nem a Prefeitura consertaram o muro. Desta forma, não há nenhuma barreira entre o trem e uma parte da Rua Armando Borges da Silva.

Segundo os moradores, até existia um muro para isolar a ferrovia. Mas em janeiro, quando a Prefeitura fez um trabalho de limpeza, um trecho dele cedeu. “O pessoal costuma jogar muito lixo na beira do rio. Aí sempre tem um vereador que acaba falando para o pessoal vir com as máquina para poder estar arrumando, limpando. E nessa mexeu com a estrutura do muro. Ele caiu todo para dentro do rio”, afirma a dona de casa Andreia Azevedo.

De acordo com os moradores, quando o muro cedeu, a CPTM até improvisou uma tela de proteção, mas apenas em parte da abertura.

Com o passar do tempo, esse improviso foi sendo destruído e restaram apenas as barras de ferro. “Roubaram as barras de ferro e aí ficou só uma parte. Não sabemos quem roubou, mas, tipo assim, amanheceu o dia, quando fomos ver, já não tinha mais as barras”, explica a dona de casa Priscila Santos.

Os moradores apontam ainda que a Prefeitura deixou em julho tubos para uma obra de canalização do córrego, mas até agora nada de serviço. “Segundo dizem, a CPTM vai arrumar só depois que fizer a valeta. Então tá essa disputa aí”, afirma o aposentado Luiz Antonio Aparecido.

O córrego recebe esgoto e o lixo deixado pelos próprios moradores. O canal beira o muro da CPTM, inclusive na parte desmoronada. Com a linha aberta, o perigo aumenta para as crianças do bairro.

“Na minha casa mesmo tem cinco crianças. Aí, minha vizinha tem mais cinco. E aqui nesse lado deve ter mais umas seis ou sete. E as crianças entram na linha para pegar pipa, para ficar vendo o trem. Às vezes fica sentado em cima da linha”, destaca a dona de casa Maria Aparecida Moreira.

A Prefeitura de Itaquaquecetuba informou que vai fazer a canalização córrego, mas a queda do muro não tem nenhuma relação com a obra e é de responsabilidade da CPTM.

Já a CPTM informou que “poderá reconstruir o muro após término da obra da Prefeitura de Itaquaquecetuba no córrego para que a estrutura não desabe novamente. A Companhia vai notificar a Prefeitura sobre a necessidade de realizar a obra urgentemente”, informou em nota.

Ainda segundo a companhia, para aumentar a segurança, “a CPTM colocou alambrados que, infelizmente, foram furtados. A Companhia está avaliando nova proteção até que o muro seja reconstruído.”