” Reinventar-se” é o mesmo que se transformar, sair da zona de conforto e da rotina. E essa palavra pode ser aplicada à cidade, que parou no tempo, com inúmeras obras inacabadas que enfeiam o município e são classificadas de mau uso do dinheiro público.

Durante a sessão desta semana, no dia 19 de agosto, o vereador Claudio Ramos Moreira (PT), denunciou e cobrou providências da Prefeitura Municipal em relação à construção abandonada de uma unidade escolar na Rua Itaquaquecetuba, no Jardim Santiago, na região do Jardim Dayse, em Ferraz de Vasconcelos. Ele fez o mapeamento das principais obras inacabadas e sua lista faz parte de um Requerimento que foi discutido em Plenário.   Dentro do pacote de obras iniciadas por ex-gestões, porém, continuam à espera de uma conclusão para finalmente ser usufruídas por moradores locais constam, por exemplo, o Centro de Convenções Haja Abissamra, na antiga Praça dos Trabalhadores, no Centro, o prédio ao lado do Centro de Especialidades Médicas (CEM) Papa João Paulo II, na Avenida Brasil e o da futura sede da Câmara Municipal, na Vila Romanópolis. A lista abrange ainda a de um posto de saúde, no Jardim TV.

Segundo o petista, o número de autênticos esqueletos de obras espalhadas pela cidade sintetiza de maneira peculiar o descaso de autoridades públicas municipais com o dinheiro do povo. Afinal de contas, erraram os dois últimos ex-prefeitos por começarem os serviços, todavia, eles não conseguiram finalizar os prédios, assim como, a atual gestão da cidade por demorar na abertura de sindicâncias para apurar virtuais irregularidades, sobretudo, de ordem financeira e, com isso, dar o desfecho final.

Sempre saindo pela tangente, o prefeito José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta, nesta semana, deixou de responder, como sempre tem feito, as cinco indagações do Jornal Impresso Brasil (JIB) para finalização de matérias.

O chefe do Poder Público também não se manifestou sobre o seu secretariado e quantos deles têm formação técnica para ocupar os cargos que desempenham. Muito menos revelou quais serão seus planos para este segundo semestre, faltando apenas quatro meses para o término do ano. 
Já a sonhada e prometida licitação para o transporte não anda e engatinha a passos de tartaruga. O monopólio no setor já dura mais de quatro décadas e o serviço deixa a desejar.

A sociedade permanece carente da prestação de serviços públicos prioritários, mesmo pagando impostos em dia. É um tapa na cara dos munícipes.