James Cameron volta com o mundo azul de ‘Avatar. Agora com uma franquia, a ideia da Disney é fazer mais quatro longas, desenvolvendo o conflito entre o povo Na’vi e os humanos. Será que o lugar de ‘Vingadores: Ultimato’ está ameaçado?

Maior bilheteria mundial de 2019 e a segunda maior da história do cinema, o filme “Avatar”, de James Cameron, permanece atual? Sob diversos aspectos, traz considerações incrivelmente contemporâneas no que diz respeito a algumas questões que nos cercam e nos abalam de distintas formas.

A história, caso alguém tenha esquecido, se passa em 2154, em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três planetas gasosos fictícios que orbitam o sistema Alpha Centauri. O conflito é justamente entre os colonizadores humanos e os nativos, chamados de Na’vi. O que está em jogo são os recursos naturais que alimentam essa civilização, baseada na força da natureza. O ponto forte do enredo, porém, está nos Navi’s humanos híbridos criados por um grupo de cientistas. Por meio da engenharia genética, eles abandonam o seu corpo humano e assumem corpos em Pandora. Surge ali uma ambiguidade, pois suas mentes permanecem dentro dos parâmetros humanos em um físico totalmente distinto, com outras habilidades.

Duas questões são aí essenciais nesse contexto: o da preservação do meio ambiente e o da possibilidade de seres humanos adquirirem novas formas em outros contextos, espaços e realidades.