Globo acusa governador do Rio de se promover com sequestro

Um sequestro que ocorreu na manhã desta terça-feira (20/08), parou a cidade e causou muitas polêmicas com o desfecho.

Por volta das 5h da manhã, um ônibus foi sequestrado na ponte Rio-Niterói. Um homem ameaçava colocar fogo no veículo com os passageiros dentro, a polícia fez rapidamente o cerco ao coletivo. Horas após, foi constatado que o criminoso também possui uma arma, que depois fora confirmado que era de brinquedo, uma faca, além de diversos pedaços de garrafas pets com gasolina, amarradas no ônibus.

Por volta das 8h da manhã, o BOPE (Batalhão de Operações Especiais), a tropa de elite da polícia do Rio, assumiu as negociações, que até então eram feitas pela polícia militar e pela polícia rodoviária federal. Por volta das 9h da manhã, um atirador de elite, se posicionou em cima de um caminhão do corpo de bombeiros, e em um determinado momento, no qual o sequestrador saiu do ônibus, o atirador recebeu ordens, e abateu o indivíduo.

Momentos depois, o governador, Wilson Witzel, chegou em um helicóptero até a ponte, que permanecia fechada. Ao desembarcar da aeronave Witzel, comemorou a ação realizada pelos policias e a escolha de abater o sequestrador, na qual Witzel considerou, “como uma forma de preservar a vida daqueles passageiros, uma vez que o sequestrador ameaçava atear fogo no ônibus”. O que causou muita polêmica

A Rede Globo, repudiou veementemente a atitude do governador, onde chegou a dizer, em um edital no jornal “O Globo” que “as atitudes do governador tem fins eleitorais”. Mas apesar desse repúdio, eles elogiaram o trabalho feito pela polícia militar, “agiu de forma correta, numa situação que requer esse tipo de profissional”.