Defensoria Pública de São Paulo também realiza plantão judiciário na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul da capital paulista

O Governador João Doria anunciou nesta quinta-feira (5) que as comunidades de Paraisópolis e Heliópolis, ambas na Zona Sul da capital, vão receber programas estaduais de lazer e inclusão social. Esses locais terão Praças da Cidadania, que contam com espaços de lazer, esporte, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo.

“Orientei ontem as nossas Secretarias, pois amanhã temos reunião de secretariado, para um conjunto de propostas sociais, que envolvem questões de lazer, cultura, esporte, cidadania e formação profissional nas comunidades de São Paulo. O programa será desenvolvido pelo Governo do Estado junto com a Prefeitura de São Paulo. Essas ações serão apresentadas muito em breve”, disse Doria.

Paraisópolis e Heliópolis vão ter duas novas Etecs (Escolas Técnicas Estaduais) – já há uma unidade em funcionamento na primeira. A Sabesp vai revisar os programas de saneamento básico para priorizar intervenções nessas duas comunidades para melhorar as condições de saúde da população local. Além disso, o Governo do Estado analisa a implantação de novas quadras poliesportivas e ações do Projeto Guri, com formação musical para jovens, em comunidades.

A primeira Praça da Cidadania foi inaugurada em outubro, no Jardim Santo André, em Santo André. Estão em andamento também outros três equipamentos semelhantes, com previsão de entrega para 2020. Será uma praça na zona leste da capital, em São Miguel Paulista; uma no interior, em Pindamonhangaba, e outra na Baixada Santista, em Cubatão.

Defensoria Pública

A Defensoria Pública de São Paulo faz nesta quinta (5) e sexta-feira (6) plantão judiciário na comunidade de Paraisópolis para ouvir o relato dos moradores e frequentadores do baile funk. Cinco defensores estão no Centro de Educação Unificada (CEU) de Paraisópolis desde as 10h para dar assistência jurídica em caso de necessidade. O atendimento da equipe multidisciplinar vai até às 19h.

Com os relatos e denúncias, os defensores pretendem incluir informações nos inquéritos abertos e fazer pedidos de indenização em casos de danos físicos, psicológicos ou patrimoniais.

“Fico muito feliz que tenhamos iniciado esta atuação conjunta. Quem ganha com isso é a população. A nossa atuação conjunta proporciona menos dor para a população, que consegue ter os seus direitos atendidos, sem passar por um longo processo judicial ”, afirmou Ana Carolina Schwan, Coordenadora do Núcleo Especializado da Infância e do Adolescente da Defensoria Pública de São Paulo.

Investigação

O Governador recebeu na noite de quarta-feira (4) uma comitiva de familiares das vítimas e líderes comunitários da favela de Paraisópolis para tratar das nove mortes que aconteceram no último domingo (1º). Ele reforçou o compromisso de rigor e transparência em relação à investigação das mortes ocorridas na madrugada de domingo, inclusive com acompanhamento da Defensoria Pública.

“Circunstâncias pontuais que representam falhas no procedimento da polícia têm que ser corrigidas de imediato. Aqueles que falharam e proporcionaram violência e o uso desnecessário de força, com vítimas, devem ser punidos. É inaceitável que a melhor polícia do Brasil utilize de força desproporcional e desnecessária, sobretudo quando não há nenhuma reação de agressão. Como Governador do Estado não aceito que esse tipo de procedimento exista. Faremos de tudo para que isso não aconteça. Revisar protocolos e treinamentos para que nenhum policial militar aja dessa maneira”, disse Doria.