Próximos passos são escolha de nova museografia gestão do espaço; custo foi de R$ 81,4 milhões e reinauguração será em junho de 2020

O Governador João Doria e o Secretário de Cultura e Economia Criativa Sérgio Sá Leitão anunciaram, nesta segunda-feira (16), em visita ao Museu da Língua Portuguesa, a finalização da obra de restauro e readequação interna do imóvel. Localizado no antigo prédio da Estação da Luz, o Museu foi destruído por um incêndio ocorrido em 2015. “O Museu da Língua Portuguesa será ainda mais interativo do que já foi, isso cativa pessoas. Crianças, jovens e adultos, inclusive as pessoas com deficiência terão aqui a oportunidade desta interação. A tecnologia ajuda e contribui com a inclusão”, destacou o Governador. Em quase 10 anos de funcionamento entre 2006 e 2015, o Museu da Língua Portuguesa recebeu cerca de 4 milhões de visitantes.

Agora começa a etapa antes da reinauguração, que inclui a instalação da museografia e a seleção da organização social responsável pela gestão. O evento de reabertura está previsto para ocorrer em 25 de junho de 2020. Trabalhadores da obra, parceiros e professores serão convidados a visitar no dia 26, e a abertura para o público em geral será no dia 27. “Nós teremos aqui um Centro de Referencia e Estudos da língua portuguesa. Então teremos não apenas uma área voltada ao público em geral, mas também um espaço para pesquisadores, estudiosos e outro para debates e seminários sobre a língua portuguesa e a diversidade cultural como temas principais”, disse o Secretário Sá Leitão.

No evento desta segunda houve o lançamento do edital de licitação para a contratação da organização social que fará a gestão do Museu. As instituições qualificadas como Organização Social de Cultura que possuírem interesse devem apresentar propostas até o dia 29 de janeiro. A restauração do Museu da Língua Portuguesa abrangeu serviços de recuperação de fachadas e esquadrias e reconstrução da cobertura e espaços internos. Também foram realizadas ações de conservação da cobertura da Ala Oeste, que não foi atingida pelo incêndio. A área ocupada pelo Museu foi expandida. A readequação interna inclui novos espaços, como um café no terraço com vista para o Parque da Luz e integração dos pátios laterais, que darão acesso aos saguões e a local em que é possível observar a Estação da Luz,

Reforço contra incêndio

O restauro trouxe melhorias de infraestrutura e segurança contra incêndios, como a instalação de sprinklers (chuveiros automáticos). O museu também terá certificação ambiental e atenderá de forma mais ampla a acessibilidade. As diretrizes de sustentabilidade pautaram toda a obra, com foco na obtenção do selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) – um dos mais importantes do mundo na área de construções sustentáveis – na categoria Silver.

Entre as medidas estão a adoção de técnicas para economia de energia na operação do museu; a gestão de resíduos durante as obras; e a utilização de madeira que atende às exigências de sustentabilidade (certificada e de demolição). Para a construção da nova cobertura, foram empregadas 89 toneladas (67 m³) de madeira certificada proveniente da Amazônia. A reconstrução foi aprovada e acompanhada de perto, em todas as etapas, pelos três órgãos do patrimônio histórico: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat); e Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).