Prefeitura deixou de ser responsável pelo gerenciamento do pôlder. Secretário estadual de infraestrutura diz que mudança otimiza sistema, mas não garante fim dos alagamentos no local.

O governo do estado de São Paulo passou a operar as bombas na Ponte das Bandeiras, na Marginal do Tietê, na Zona Norte da capital paulista, que fazem parte do sistema usado para prevenir enchentes em pontos baixos, próximos a rios, áreas ribeirinhas em geral e o mar.

O pôlder (estruturas hidráulicas artificiais para controle de enchentes) era gerenciado pela Prefeitura. Agora, fica sob o gerenciamento do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

Ponte de alagamento na Marginal Tietê sob a Ponte das Bandeiras, na Zona Norte de São Paulo — Foto: Fábio Vieira/Estadão Conteúdo

A mudança faz parte de uma troca entre as gestões municipal e estadual. A Prefeitura entregou ao estado a responsabilidade pela manutenção das bombas e assumiu a manutenção do Piscinão Olaria, no Córrego Olaria, afluente da margem direita do Córrego Pirajuçara, e do Piscinão o Guamiranga, a Vila Prudente, Zona Leste da cidade.

Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, a proposta é otimizar o sistema e melhorar a atuação da gestão pública durante as fortes chuvas de verão.

“A gente cria uma otimização do sistema. O Daee já administra seis pôlderes ao logo do Rio Tiete. Agora, com essa assunção desses mais três novos pôlderes, todo o sistema de controle de cheias, passa a ser do Daee. Há uma otimização do serviço, se controla a cheia de uma maneira integrada. O sistema passa a funcionar linearmente”, afirmou.

A integração do sistema, porém, não garante o fim dos alagamentos na Marginal.

“Nossa missão é que não tenhamos mais alagamentos. Se a chuva ultrapassar a capacidade de bombeamento [entre 40 e 50 milímetros], sim [haverá alagamento]. Tudo existe um limite.”

Marginal Tietê tem alagamento sob a Ponte das Bandeiras — Foto: TV Globo/Reprodução