Após as chuvas do dia 10 de fevereiro o que não faltou foi debate sobre as causas das enchentes na cidade. Muito se falou de mudanças climáticas, do excesso de asfalto e concreto que cobrem quintais, ruas e avenidas, da ocupação junto aos rios e córregos, do lixo  e da falta de investimento. Em parte todos tinham razão, mas faltou ainda discutir outros pontos: custo, benefício, impacto a curto, médio e longo prazos, orçamento, prioridades.  O passado não dá pra mudar e corrigir suas consequências exige tempo e dinheiro.   

Equipes do DAEE e Subprefeitura estudam alternativas

                   Voltando a Guaianases.  A região tem vários pontos considerados críticos, mas quantas vezes por ano os moradores e comerciantes enfrentam enchentes?  Lembrando que, no dia 10 de fevereiro, quando em várias regiões  da cidade as ruas ficaram submersas, Guaianases não enfrentou problemas dessa natureza. Em janeiro, Guaianases foi prejudicado pela tempestade que caiu em Ferraz de Vasconcelos e, ainda assim, uma hora depois da chuva á agua já havia baixado e a limpeza pode começar.  

                   Diante desse cenário, desde que assumiu a subprefeitura (em abril do ano passado, o  engenheiro Guaracy Fontes Monteiro Filho  avalia a possibilidade de controlar o fluxo da água do Ribeirão Guaratiba para aumentar a vazão do Itaquera Mirim onde os dois se encontram, atrás do CEU Jambeiro.  Para isso, a água do Guaratiba seria desviada quase que totalmente para dentro do piscinão, localizado rio acima.   

                    Quando chove muito, quem observa o encontro dos dois córregos tem a impressão de que ambos concorrem por espaço e um freia o outro., explica o subprefeito. Quando o volume de água é muito grande, o Itaquera Mirim transborda.  Guaracy  F. Monteiro Filho  sugere a instalação de uma comporta  na área do piscinão da Pedreira. Isso facilitaria o escoamento e evitaria o extravasamento do Itaquera Mirim na região do Mercado Municipal?  Essa é a pergunta que os técnicos se fazem e a razão do convite à equipe do DAEE – o Departamento de Águas e Energia Elétrica, gestor dos recursos hídricos do Estado de São Paulo, para avaliar a proposta.   

Encontro do Ribeirão Guaratiba e Itaquera Mirim

                     O grupo visitou a área do mercado, rua Getulina e Sansão Castelo Branco até avistar o encontro dos rios, atrás do CEU Jambeiro.  Na sequência visitaram o Piscinão da Pedreira.

                      De acordo Mário Nakashima – engenheiro civil do DAEE – é cedo para dizer se a proposta é viável ou não.  Antes, serão necessários estudos hidrológicos e hidráulicos, ou seja, precisarão avaliar vazão, afluentes e o comportamento da água em movimento para, entre outras coisas, saber se a “disputa” entre os dois córregos pode mesmo ter influência nas inundações da região do mercado. Confirmada a suspeita, é possível que a construção de comportas seja uma alternativa mais simples, rápida e barata para a solução do problema.  Por enquanto isso é só uma ideia.  Não é promessa, nem projeto, mas pode vir a ser uma solução.   

Fonte: Assessoria de Comunicação Subprefeitura Guaianases