Na periferia da Cidade de São Paulo as invasões prosperam numa velocidade que o poder público não consegue e não possui instrumentos adequados para responder com ações de governo na mesma velocidade que elas vão surgindo. Na Zona Leste é comum estar passando em uma rua e encontrar uma invasão com total falta de infra estrutura como esta que surgiu na Rua Souza Ramos no bairro da Cidade Tiradentes. O poder público precisa responder com ações concretas para solucionar esses problemas, como investir mais em programas habitacionais para dar o sonho da casa própria a todo cidadão brasileiro. Morar em barracos na beira de uma rua não faz dessas pessoas um cidadão com todos seus direitos respeitados.
Essa ação de governo precisa de investimento público dos três níveis de governo: Federal, Estadual e Prefeitura Municipal. Se houver entendimento entre todos vai ficar mais fácil solucionar os graves problemas de diversas invasões espalhadas pela cidade de São Paulo.

NOTA DA SUBPREFEITURA DA CIDADE TIRADENTES: A Avenida Souza Ramos se inicia na rua Inácio Monteiro, indo em direção à Av. dos Metalúrgicos.
Na porção entre seu início e a rua Márcio Beck Machado, há ocupações em ambas as laterais: à direita de quem vai em direção da Av. dos Metalúrgicos e à esquerda na mesma direção.
A ocupação à direita, em área particular, encontra-se consolidada e sob risco geológico dada sua proximidade com o córrego que a delimita. A Defesa Civil e a CPDU da Subprefeitura realizam frequentes esforços de conscientização da população, demolições de edificações em situação críticas de risco de desmoronamento, de solapamento ou mesmo de ruína. Há diálogo constante do Subprefeito e da Supervisão de Habitação com a SEHAB (Secretaria Municipal de Habitação), buscando alternativa de habitação para realocação dos moradores.
A ocupação à esquerda ocorre também em área particular e já foi ação de diversas ações fiscais por parte da CPDU da Subprefeitura para contenção da ocupação, incluindo demolição de edificações precárias (em madeira) em fase de construção. Também houveram ações da GCM ambiental pelo corte indevido de vegetação.
Neste período de chuvas (que se estende até abril) e pelo risco geológico encontrar-se na ocupação à direita da via, focamos nossas ações nesta ocupação.