Tricampeão mundial de Fórmula 1 morreu há exatos 23 anos. Memorial fica ao lado do Parque do Ibirapuera.

No dia internacional ao Trabalhador a capital paulista ganhou uma justa homenagem um  ponto turístico para homenagear o ex-piloto Ayrton Senna. A inauguração da Praça Ayrton Senna do Brasil, na região do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, ocorre exatamente 23 anos após a morte do ídolo. O espaço fica junto ao Modelódromo do parque, espaço de prática de autorama e outros hobbies.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), inaugurou o memorial com sua equipe e com familiares do tricampeão mundial de Fórmula 1 nesta manhã. O projeto para a construção da praça custou R$ 300 mil e foi pago pela iniciativa privada através de doações.

A praça foi projetada pelo arquiteto Benedito Abbud e tem uma coroa de louros, um capacete de bronze doado pelo Instituto Ayrton Senna, um cachorródromo com obstáculos para competição de animais e um monumento de cinco metros de altura.

A revitalização da praça foi possível graças a uma ação conjunta entre iniciativa privada e poder público. A Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEME), cederam o local usado para a construção da praça e colocação da peça artística. O espaço conta também com um banco ecológico produzido com resíduo arbóreo da cidade, assinado pelo designer Hugo França. Três novos banheiros foram construídos em adição aos quatro já existentes, um deles adaptado para portadores de necessidades especiais.

“Assim como o Senna, os trabalhadores que estiveram nessa obra enfrentaram diversas dificuldades, inclusive a chuva. Porém, isso fez com que eles tivessem mais motivação para entregar a obra dentro do prazo de 27 dias, então deixo os meus parabéns a eles”, disse o Secretário de Esportes, Jorge Damião.

A irmã de Senna, Viviane Senna, participou da inauguração ao lado de Doria. “Esta manhã linda está parecendo uma manhã de domingo. Aquelas manhãs maravilhosas em que a gente sentia o coração bater mais rápido e via a nossa bandeira tremulando no lugar mais alto do pódio [quando Ayrton Senna ganhava]”, disse a irmã do ídolo, emocionada.

A fala dela também teve um tom político. “O Ayrton representava todos os trabalhadores do Brasil. Por isso hoje, 1º de maio, nós temos um grande símbolo de gente que trabalha, que sua a camisa para chegar em algum lugar. Não é de graça, não é fazendo greve, é trabalhando que a gente levanta um país”, completou.

Monumento

O monumento “Velocidade: Alma e Emoção”, que tem formato de um carro de Fórmula 1 com peso de 2,5 toneladas, ficava na entrada do Complexo Viário, mas foi removido e restaurado ao formato original, com uma bandeira em bronze, que foi furtada em 2004.

No dia 1º de maio de 1994, a TV Globo transmitiu ao vivo o Grande Prêmio de San Marino, em que Senna sofreu um acidente fatal. O país parou às 13h40 (horário de Brasília), quando a morte do ídolo foi anunciada para milhões de telespectadores que aguardavam ansiosamente alguma notícia. Um dia antes, o também piloto Roland Ratzenberger havia morrido no mesmo evento.