O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está cumprindo regime fechado desde o mês de abril de 2018, em um presídio federal na cidade de Curitiba, Paraná, concedeu uma entrevista nesta última sexta-feira. O acontecimento foi autorizado pela Justiça.

Durante duas horas Lula falou bastante, se mostrou bem enérgico ao mexer as mãos e ao falar, fez diversas piadas, metáforas, é irônico e aproveita esse tempo para provocar a oposição. “Imagina se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família”, provocou o ex-presidente.

A pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o qual ele está condenado pelo caso do tríplex no Guarujá, foi reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça. Agora, Lula acredita que em breve deve ser absolvido e que não quer morrer dentro de uma cadeia.

A entrevista foi acompanhada por três agentes policiais que estavam armados, sendo que um deles prestou muita atenção no que o presidente falou, seu nome é Jorge Chastalo Filho, que tem muito contato com Lula enquanto ele está preso. Mesmo prestando atenção no presidente ele voltou as suas olhadas para as outras pessoas da sala: jornalistas, advogados e Franklin Martins.

Um dos momentos mais inusitados e divertidos da entrevista foi quando Lula foi questionado se ele escuta os gritos de bom dia, boa tarde e boa noite de militantes que ficam na porta do presídios e que fazem esses cumprimentos todos os dias. Além de dizer que ouve isso todo dia, ele comenta que vai tomar uma cachaça com todos eles.

“Já disse para todos que certamente a polícia tem as suas regras, o meu pessoal tem as suas regras. Mas quando eu sair daqui quero sair a pé e ir lá no meio deles. A primeira cachaça eu quero tomar com eles. E brindar.”, disse Lula.