Ao todo, 15 estações já contam com ‘Espaço Acolher’. Previsão é que até dezembro 35 estações tenham espaço de acolhimento.

Mais sete estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ganharam uma sala especial para atendimento de denúncias de assédio sexual e importunação. O “espaço acolher” faz parte do programa lançado no início de março pela Companhia. O cronograma de inauguração das salas sofreu atraso pela pandemia do coronavírus.

No ano passado, em apenas três meses, 130 mulheres denunciaram casos de assédio no transporte público. A estação Sé do Metrô foi o local mais citado nos boletins de ocorrência.

De acordo com a CPTM, 31 mulheres já foram atendidas nas salas de acolhimento. Após a conversa e orientação com agentes da CPTm, são encaminhadas para delegacias para registrar Boletim de Ocorrência.

A companhia realizou uma pesquisa com 1.200 mulheres antes de implementar as salas. Destas, 47,6% responderam que já sofreram ou conhecem mulheres que foram vítimas de algum tipo de importunação sexual no transporte público, sendo que 69,3% dentro de trens, 14,7% no Metrô e 11,7% em ônibus, e só 15% denunciaram formalmente o fato.

Segundo a CPTM, entre setembro e dezembro serão inaugurados mais 20 novos “Espaços Acolher”, em locais ainda não definidos. Com isso, serão 35 estações com salas de acolhimento.

A estações serão identificadas com o símbolo da rainha do jogo de xadrez. No tabuleiro, é a peça que tem mais liberdade para se movimentar.

Veja as linhas que já contam com o programa:

Linha 7-Rubi – Vila Aurora;
Linha 8-Diamante – Jandira;
Linha 9- Esmeralda – Hebraica-Rebouças;
Linha 10-Turquesa – Rio Grande da Serra;
Linha 11-Coral – Ferraz de Vasconcelos;
Linha 12-Safira – São Miguel Paulista;
Linha 13-Jade – Aeroporto Guarulhos;
Tamanduateí;
Tatuapé;
Pinheiros;
Guaianases;
Dom Bosco;
Carapicuíba;
Palmeiras-Barra Funda;
Franco da Rocha.

Fonte: G1 e CPTM