Cidades brasileiras registram protestos e paralisações em serviços públicos na manhã desta sexta-feira (14). Trabalhadores cruzaram os braços contra os cortes do governo na educação e a reforma da Previdência. Por volta de 9h50, ao menos 24 estados e o DF tinham sido afetados.

No início da manhã, os efeitos da paralisação eram sentidos nas grandes cidades principalmente no transporte público e com o fechamento de vias. Somente parte das linhas de ônibus, trem ou metrô funcionavam em capitais como São Paulo, João Pessoa, Curitiba, Maceió e Salvador. No Rio, protestos bloquearam vias da cidade.

Fogo foi colocado em trilho da Trensurb em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre — Foto: Divulgação/BM

Resumo

  • No Rio, vias foram bloqueadas por manifestantes, e a PM chegou a usar bomba de efeito moral para dispersar protesto, mas o transporte público não parou
  • Em SP, somente algumas linhas do metrô paralisaram, e houve bloqueio de vias importantes por protestos
  • Em Salvador, ônibus foram atacados por pedras
  • Escolas e universidades amanheceram fechadas em locais como Goiás, São Paulo, Sergipe, Distrito Federal, Minas Gerais e Pará
  • Até 8h05, 43 cidades de 14 estados tinham registrado protesto
  • Até 8h15, 31 cidades haviam registrado paralisação de serviços em 15 estados e no DF
TERESINA, 8h30: Trabalhadores participam de greve geral no Centro — Foto: Andrê Nascimento/G1

Na capital paulista, quatro linhas do metrô tinham operação parcial por volta de 6h. A circulação de ônibus e trens ocorria normalmente. Houve bloqueio com protesto na Avenida do Estado, que liga São Paulo às cidades do ABC Paulista, em Santo André.

Em Santos, no litoral, manifestantes bloquearam a entrada da cidade e saíram em caminhada pelo Centro. Em Sorocaba, no interior, motoristas paralisaram e, no início da manhã, nenhum dos 352 ônibus saiu das garagens das empresas que operam o transporte público na cidade.

Pneus são incendiados em Florianópolis — Foto: Reprodução/NSC TV