Manifestantes protestam na Avenida Paulista na tarde desta quarta-feira (15) contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). O ato se concentra em frente ao vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e os dois sentidos da via foram interditados por volta das 14h.

Estudantes, crianças, idosos e sindicatos relacionados à educação participam do ato. Vários cartazes fazem referência à fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub sobre “balbúrdia” em universidades. Uma das faixas diz que a “balbúrdia é contra dinheiro da educação”. De forma reservada, auxiliares próximos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) avaliam que o discurso mais incisivo de Weintraub acabou dando gás às manifestações desta quarta.

Protesto na Avenida Paulista  — Foto: Fábio Tito/ G1 SP
Foto: Protesto próximo ao MASP – (Fábio Tito)

Alunos da Universidade de São Paulo, que realizaram protesto pela manhã na Cidade Universitária, Zona Oeste da capital, saíram em caminhada até a Avenida Paulista. Cerca de 2 mil estudantes, segundo a organização, vão subir a Avenida Rebouças rumo à Paulista.

A professora de filosofia da USP Tessa Moura Lacerda, 44 anos, diz que está muito feliz com o ato. “Espero que essa resistência nacional mostre a forca da educação nesse país”.

A estudante Nathalia Santos, 22 anos, concorda: “Nessa manifestação eu sinto que não estou sozinha. A educação não está perdida”.

“Nessa manifestação me sinto como se estivesse sempre começando. A luta nunca acaba”. Regina Mariano, 77 anos, diz que “Nessa manifestação me sinto como se estivesse sempre começando. A luta nunca acaba”.

Estudantes protestam contra corte de verbas na educação — Foto: Fábio Tito/ G1 SP
Foto: Estudante e sindicalistas se reúnem para protestar na Paulista – (Fábio Tito)

Ingrid Bustamante, 25 anos, professora da educação básica levou a filha Olívia, de 14 meses. “Pai dela e eu somos professores e nós percebemos como esta precária a educação. Nós achamos importante ela entender que ela precisa batalhar por isso. A educação o que resta para gente.”

A estudante da Universidade Federal do Paraná Luciana Vargas, 24 anos, levou um cartaz com a fórmula da água escrita em referência à declaração do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que disse nesta quarta-feira que os alunos “não sabem nem a fórmula da água”.

” Achei a declaração infundada. Ele está acusando falta de pensamento crítico, e ele está cortando verbas da educação justamente onde se produz pensamento crítico”.

Fonte: As informações são do portal de notícias ‘G1’.