Com 49,2 mil óbitos, mês registrou o 3º pior índice desde o início da pandemia no Brasil. Estados com maior aumento foram MS e MT

O mês de maio registrou o terceiro pior número de mortes desde o início da pandemia da covid-19 no Brasil. Se o índice for comparado com a média de óbitos desde a chegada da doença ao país, o mês teve um aumento de 70% no número de mortes, atingindo a marca de 49.282, frente a uma média de 28.787.

Os números de maio só não piores do que março e abril desde ano, respectivamente o primeiro e o segundo mês mais letais da pandemia no Brasil, auge da segunda onda da doença. Na comparação com março, maio teve queda de 34,1% no número de óbitos. Com relação a abril, a queda foi de 31,2%. Em números absolutos, maio registrou 49.282 óbitos causados pelo novo coronavírus, março 74.773, e abril, 71.665.

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Os números podem sofrer mudanças, uma vez que o prazo legal para envio de óbitos à plataforma nacional pode chegar a até 12 dias do falecimento.

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Reflexos da vacinação

“O acompanhamento mensal dos dados de óbitos no Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil permite um retrato real e fiel da realidade que vivemos”, explica o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli. “Depois da violenta segunda onda da pandemia, começamos a ver o resultado efetivo do aumento da vacinação que, mesmo a passos lentos, já traz reflexo para a população mais velha e deve ser incrementada para também proteger os mais novos e assim reduzirmos o número ainda alto de mortes pela doença”, destaca.

Um ano depois, maio de 2021 registrou um aumento de 71,9% dos óbitos no Brasil em comparação com o mesmo mês de 2020. Em números absolutos foram 49.282 mortes no mês passado frente a 28.667 em maio do ano passado. Na mesma comparação, 18 estados apresentam números maiores este ano, enquanto nove apresentam redução quando comparados ao mesmo período do ano passado.

Aumento nos estados

Estados onde a pandemia demorou mais a chegar são aqueles que apresentam o maior crescimento, como nos casos do Mato Grosso do Sul, aumento de 4.526% (19 x 879), Mato Grosso, aumento de 2.472% (25 x 643) e Minas Gerais, crescimento de 1.014% (481 x 5.361).

Os estados da região Sul também viram os números dispararem, com aumento de 947% no Paraná (406 x 4.253), de 945% em Santa Catarina (137 x 1433), e de 932% no Rio Grande do Sul (271 x 2797). São Paulo, estado mais populoso do país, teve aumento de 114,8% (6.615 x 14.212), e o Distrito Federal de 293% (187 x 735).

Entre os estados que registraram diminuição, a maior parte se encontra na região Norte, a primeira do país a sofrer com a primeira onda. No Amazonas, a queda foi de 81,7% (933 x 170), no Amapá de 79,6% (319 x 65), e no Pará de 78,1% (2.176 x 475). Quem também registrou queda em maio deste ano na comparação com o mesmo mês de 2020 foi o Rio de Janeiro, 17,9% (6.779 x 5.562), e o Ceará, 49,8% (3.858 x 1.936).

Fonte: R7